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Castlevania Anniversary Collection – é bom, mas cobra muito por isso | Análise

Analisado no PC

 

Castlevania já foi considerada uma das maiores séries dos games, sendo inclusive um dos responsáveis pela criação de um gênero junto ao Metroid da Nintendo, conhecido como metroidvania, em novembro do ano passado a Konami lançou uma coletânea com dois títulos, o tão aclamado Symphony of the Night, símbolo de uma geração no PlayStation e o Rondo of Blood, desejado título que teve seu lançamento original no PC Engine/Turbo Grafx  16, agora em comemoração aos 50 anos da produtora, algumas coletâneas estão sendo lançadas e entre elas está o tema desta análise, Castlevania Anniversary Collection, lançado em 16 de Maio com versão para todos os sistemas, trás consigo alguns dos mais clássicos e queridos títulos da franquia, mas será que eles se saem bem nesse pacote feito pela M2?

 

 

Já de início somos agraciado s com um menu muito bem composto, e isso inclui a ótima trilha que fica tocando de fundo, o menu é simples mas eficiente em apresentar os 7 jogos presentes no pacote, além de uma breve descrição de cada um deles, os títulos que compõem a coletânea são: Castlevania (NES – 1987), Castlevania II: Simon’s Quest (NES – 1988), Castlevania III: Dracula’s Curse (NES – 1990), Castlevania: The Adventure (Gameboy – 1989), Castlevania II: Belmont’s Revenge (Gameboy – 1991), Super Castlevania IV (SNES – 1991), Castlevania Bloodlines (Mega Drive – 1994) e por fim, um lançamento inédito no ocidente, Kid Dracula (lançado no Famicon no Japão em 1990), além disso para a alegria dos fãs o pacote conta com um bônus book que contém capas orientais e ocidentais dos jogos, informações sobre data de lançamento, entrevista, linha do tempo (que é bem bagunçada) e até mesmo a ligação entre os personagens, nível de parentesco… Mas numa coletânea o que é mais importante do que isso tudo? Os jogos certo? E como cada um deles se sai? Bom ai vem o porém.

 

 

O estúdio responsável por essa coletânea é o M2, conhecido pela fidelidade absurda que eles tem em emular títulos antigos em plataformas modernas, outras empresas como a Sega já fizeram grande uso dos serviços do estúdio, inclusive eles estão trabalhando junto a mesma para a criação do Mega Drive Mini, mas esse não é o foco aqui, a Konami sabendo da qualidade do estúdio fez uma ótima escolha para o bem e para o mal, o porque disso é muito simples, tudo de melhor e de pior de cada jogo está presente aqui, isso quer dizer, que os flickering dos jogos do NES, a lentidão de framerate do GameBoy e até mesmo alguns bugs vão acontecer como eram nos consoles originais, os puristas podem achar isso incrível, eu já acho que algumas coisas mais incômodas poderiam ter sido arrumadas, mesmo que houvesse a opção de jogar o game de forma pura ou aprimorada.

 

 

Mas isso não quer dizer que cada jogo não possua o seu nível de customização para um melhor aproveitamento das novas máquinas, existe sim, ao iniciar um game é possível ativar o menu de emulação e escolher coisas como o famoso save state, para salvar seu progresso onde desejar e carregá-lo quando bem entender, opção de aspecto de tela em 4:3, pixel perfect ou 16:9, para aqueles que (não entendo o porque) gostam de ver gráficos pixelados todos esticados, além disso é possível aplicar filtros que suavizam a imagem ou aplicam scanlines, eu particularmente não gostei de nenhum deles, prefiro tudo pixelado de forma crua mesmo, não que não goste desse tipo de efeito, mas infelizmente aqui essa aplicação não ficou boa e por fim é possível aplicar telas de fundo para preencher o espaço vazio que fica nas laterais quando se joga nos modos que não esticam a tela.

 

 

Algo que notei de começo e fiquei preocupado foi o nível de input lag que estava sentindo, como analisei o game no PC devo avisar que é importante avisar ao gerenciador da Steam que tipo de controle você está usando, eu estava usando um DualShock 4 mas não tinha definido ele corretamente, afinal a maioria dos jogos não é necessário ir até as opções de controles da Steam e mudar, mas aqui foi e fico feliz em ter resolvido esse problema, porque estava quase impossível jogar os títulos mais antigos, como o primeiro do NES e os de GameBoy.

 

 

Falando um pouco mais sobre os games, posso dizer que a seleção é boa, mas poderia ser um pouco mais abrangente, não houve nada depois do Mega Drive, nenhum game de GameBoy Advance? Nintendo DS? PSP? Nada dona Konami, poxa, que 50 anos mais fraco hein, ficou muito focada na primeira década da franquia entre 1987-1994, mas quem sabe futuramente não é? Alguns detalhes são bem legais, como ver a evolução dos títulos no próprio NES, como do primeiro para o segundo no GB houve uma evolução e mais ainda ver a diferença gritante de velocidade na jogabilidade entre o título do Super Nes e do Mega Drive, é um abismo, claro que isso existia na época também, mas poder experimentar isso pessoalmente numa mesma coletânea é bem legal, ah sim e claro, o inédito Kid Dracula, é uma proposta muito diferente dos demais jogos, mas é bem legal, apesar de curto, mas tem um grau de desafio bom da metade para frente.

 

 

Para encerrar tenho uma opinião um pouco dividida com relação a esse lançamento, por um lado meu coração gamer diz que é uma grande oportunidade de experimentar esses títulos em sistemas modernos, mas por outro lado a razão não deixa de ver as falhas e chance perdida de oferecer uma emulação mais aprimorada e por fim o preço, lá fora custa algo em torno de US$19,99, aqui o local mais barato para comprar o game é na PSN e custa R$ 61,50, até mesmo na Steam onde alguns games costumam ser mais em conta está saindo por R$ 119,00, assim não da pra te defender né? Ou seja, vale sim a pena, mas espere uma promoção caso não vá comprar no PS4.

 


Castlevania Anniversary Collection

6

Nota

6.0/10

Positivos

  • Lista dos games é boa
  • Emulação é perfeita
  • Book com curiosidades é um plus

Negativos

  • Preço
  • Emulação contém até os problemas originais
  • Focou apenas em uma década da série
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Saulo Fernandes

Publicitário de formação, editor da Gamers & Games desde 2015. Gosto de jogos de exploração, aventura e corrida, comecei a jogar no Master System, mas o meu console queridinho até hoje é o GameCube.

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