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Confira nossa análise de Resident Evil 6.

Resident Evil é uma franquia que agora em 2016 completa 20 anos (esta semana você poderá acompanhar um podcast especial sobre a franquia) e como forma de comemorar tal data foi anunciado que os últimos três lançamentos da franquia seriam remasterizados e relançados para a nova geração, o primeiro a aparecer foi Resident Evil 6.

Antes de qualquer coisa vale ressaltar que esta versão lançada recentemente para Playstation 4 e Xbox One é apenas uma remasterização, ou seja, o mesmo jogo lançado em 2012 com seus gráficos atualizados. Ao contrário do que foi feito, por exemplo, com o game original que quando lançado para a atual geração sofreu consideráveis modificações em seu gameplay. O que em meu ponto de vista auxilia bastante no interesse de um replay na jogatina por parte de quem já jogou o game na época de seu lançamento.

gameplay

Uma vantagem dessa edição é que ela já conta em seu pacote original com todos os conteúdos extras que foram lançados a parte na versão da geração passada, mesmo que esse conteúdo seja apenas “perfumaria” para o modo Mercenários.

A remasterização de “Resident Evil 6” possui dois pontos que achei bastante interessantes, primeiro e mais óbvio é a melhoria da qualidade gráfica. Com o upgrade deste quesito a ambientação ficou muito melhorada, trazendo um clima mais sombrio pro game e garantindo assim aquele ambiente de suspense que se faz necessário em qualquer jogo da série. O segundo ponto que a meu ver foi acertado está ligado ao fator multiplayer. Assim como o game original essa remasterização dá a possibilidade das campanhas principais do game (Leon, Chris e Jake) serem jogadas em duplas, mas a diferença é que hoje estamos em um momento em que a jogatina multiplayer está muito melhor estruturada e difundida o que faz a possibilidade de diversão ser ainda maior. Eu mesmo quando joguei “Resident Evil 6” lá em 2012 não me lembro de ter conseguido aproveitar o multiplayer dele de maneira satisfatória (exceto o modo Mercenários) o que hoje em dia pude aproveitar muito mais.

Personagens

Falando do jogo em si “Resident Evil 6” acertou e muito ao trazer de volta a interligação entre as diversas campanhas disponíveis no jogo, nesse caso três. À medida que você opta por jogar com os diferentes personagens, você irá perceber que os caminhos de Chris, Leon e Jake se interligam em diversos momentos da história, herança essa que foi herdada lá dos primeiros jogos da série. Jogar as com todos é essencial para que você possa entender de maneira plena a historia do game, mas com certeza esse detalhe do entrelaçamento de tudo é muito legal e te faz sempre aguardar o próximo encontro e principalmente tentar descobrir como a história do personagem que atualmente está jogando vai mudar para ser possível um encontro no local que você já viu em outra história.

Pra mim o grande problema de “Resident Evil 6” foi o seu foco. Claramente o jogo aqui foi pensado mais pra ser um jogo de ação do que de fato um jogo de survival horror. Tal mudança de estilo já vinha sendo percebida em jogos anteriores da série, mas acho que esse foi aquele que teve essa visão mais acentuada.

split

“Resident Evil 6” é um jogo para aqueles que gostam da série (principalmente se você gostou de RE4 e RE5) com gráficos melhorados e com a possibilidade de se aproveitar de forma mais plena a interação com outros jogadores. Acredito que a diversão possa durar várias horas, principalmente para aqueles que ainda não tenham jogado o game na geração passada. Para você que já conhece o jogo, seria bastante recomendado caso tenha interesse em conhecer o game com uma aparência mais bonita, mas se estiver esperando por alguma novidade ou mudança pode ser uma decepção.

A cada novo lançamento tenho sentido falta de um “Resident Evil” que seja desafiante, que tenha aquela sensação de cautela a cada nova área que se vai descobrir, que tenha quebra cabeças que necessitem de um certo grau de raciocínio para serem solucionados, algo nos moldes do que se podia ver em “Resident Evil” e “Resident Evil 2”. Já “Resident Evil 6” trouxe elementos encontrados nos primeiros jogos, mas com uma pegada mais cinematográfica, mais aventureira do que de fato sobrevivência, sendo assim atribuo a ele uma classificação Prata.

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