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Confira nossa análise de Dark Souls III.

Ola Pessoal da Gamers e Games…….. YOU DIED!

A analise de hoje é sobre o jogo “Dark Souls III”.

Confesso que estava empolgado em começar logo a jogatina desta grande e magistral série, porem, ao me deparar com o primeiro Boss, já deu para notar que minha experiência seria tão complicada senão pior do que o nosso saudoso e não menos difícil “Bloodborne”.

Dark Souls sempre foi um jogo para se contar histórias. “Que chefe você mais sofreu?”,“Qual sua parte favorita?” e “Quantas horas você levou pra matar o aquele chefe?” são perguntas que costumam circular nas comunidades sobre o jogo e papos com os amigos que também se aventuraram na série Souls. Criação de builds, discussão de armas e status e números pra todos os lados. Para quem está começando agora, tudo isso pode soar como um pesadelo.

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E na verdade é – você não vence nenhum Souls dando aquela “jogadinha casual” de 30 minutos (ou, de maneira mais cômica ainda, jogando para dar “aquela relaxada”). Alias, se você não tem muita paciência, passe longe da serie Souls ou se acostume em morrer para avançar no jogo.

E cá estamos em mais um jogo da série e a From Software parece não perder a qualidade. É difícil ver isso acontecendo hoje em dia, principalmente quando falamos de uma empresa japonesa. “Dark Souls III” não só reúne o idealizador dos primeiros jogos (Hidetaka Miyazaki) mas traz consigo uma experiência de uma franquia que veio com lançamentos praticamente anuais ganhar mais força e, além de aprender com os erros, manter a mesma essência que remete ao que falei ali em cima: contar histórias, manter a comunidade unida. “Dark Souls III” é tudo o que os fãs da franquia poderiam imaginar, e talvez um pouco mais, além de muitos YOU DIED!

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Prepare-se para morrer (de novo):

Em um jogo onde praticamente não existem cutscenes e os diálogos podem ser completamente perdidos, entender o que está acontecendo por pura abstração pode ser uma tarefa um pouco complicada. DSIII gira em torno dos Lords of Cinder – aqueles que reacenderam a chama e preveniram que o mundo caísse na escuridão e é seu dever “reuni-los” novamente em seus respectivos tronos. Em DSIII, o seu personagem é conhecido como “unkindled”, um indivíduo desprovido da capacidade de “acender” ou se ater à luz; basicamente um carvão que não foi usado para fazer churrasco (se me permitem a analogia).

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Firelink Shrine (a “hub area” do primeiro jogo) está de volta e completamente remanejada para atender a todos os convidados que você mandar para lá: vendedores, viajantes, curiosos e outros exploradores passarão pela área na qual será possível trocar informações, itens, magias e relatos da história. Questlines também ficarão disponíveis ao longo da jornada, então se atente a sempre falar com todos na área após acontecimentos marcantes (matar um chefe ou realizar qualquer ação de peso que pode reflita no rumo da história).

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A mecânica silenciosa:

Uma coisa curiosa a se notar quando você joga a serie Souls é o game design. A exploração é recompensada, e assim como te punir, o jogo sabe muito bem como te recompensar por aquela ousadia a mais de enfrentar inimigos mais fortes, guardando corpos com itens ou tesouros escondidos atrás de paredes ilusórias. Os gráficos estão belíssimos e ajuda e implementar a sensação de grandeza do game.

Tudo isso culmina na importância que a exploração nesse tipo de jogo tem. Além das recompensas, a sensação de subir a um lugar mais alto e ver todo o caminho percorrido – a sua trajetória – se traduz numa sensação indescritível que só “Dark Souls” sabe como transmitir. Assim como “Bloodborne”, o time de Hidetaka Miyazaki soube manter com maestria a qualidade e o timing correto de seus títulos, aprendendo com os erros e afirmando a franquia como ela é: honesta.

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Não há aquela descoberta super empolgante de mistérios, aquela surpresa super sensacional ao se descobrir uma arma sinistra ou um puzzle escondido dentro de catacumbas ou mausoléus: isso se foi há mais de 5 anos, no primeiro jogo da franquia. Como disse ali em cima, aqui permaneceu a honestidade de manter esses mesmos aspectos com qualidade, sem a louca necessidade de reinvenção que muitos outros jogos tem e “precisam” disso. Os puzzles, a exploração e a mecânica são consistentes, sem a obrigação de se afirmar o tempo inteiro como algo novo que é necessário estar presente na franquia.

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Talvez uma das melhores coisas em Dark Souls III é o fato dele nos lembrar o tempo inteiro dos pontos mais fortes da franquia: a consagração do que há de melhor em game design, exploração, desafio e porque não, o medo!

Esse terceiro jogo fecha com glória todo um legado que começou em 2009 e permanecerá vivo em cada sucessor espiritual e inspiração para futuros jogos.

Por isso, nós da Gamers concedemos o selo de Platina a “Dark Souls III” e já colocamos o game como um dos candidatos a melhor do ano.

Thiago Bonito

Administrador, apaixonado por vídeo game, já sofri quando queimei meu Atari, super fã de jogos clássicos e economizando até a alma para comprar o PS5 no dia do lançamento
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