
A cena indie segue surpreendendo — e, desta vez, Death Howl aparece como um dos projetos mais intrigantes de 2025. Desenvolvido pela pequena, porém extremamente talentosa equipe de três pessoas da The Outer Zone, e publicado pela renomada 11 bit studios, o título finalmente ganhou data: 9 de dezembro, exclusivamente no PC. Entretanto, as versões para PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch já estão em desenvolvimento e chegam apenas em 2026.
Desde o anúncio, o jogo se destaca por misturar gêneros de forma ousada. Embora carregue a alma de um soulslike, Death Howl também incorpora construção de deck, tática em grade e elementos de action-RPG. Como resultado, a experiência ganha profundidade estratégica sem perder a intensidade emocional da narrativa.
Uma jornada de luto que vira resistência
A história acompanha Ro, uma mãe pertencente a uma tribo xamânica que se recusa a aceitar a morte do próprio filho. Em um último e desesperado ato de vontade, ela desce ao mundo espiritual em busca de uma segunda chance. Portanto, cada batalha — e cada decisão — carrega um peso simbólico, transformando a jornada em uma metáfora sobre luto, sobrevivência e aceitação.
Ainda que minimalista no visual, o jogo não foge de temas duros. Pelo contrário: ele abraça a dor emocional como motor narrativo e transforma a exploração dos biomas sombrios em um espelho da própria Ro.
Mecânicas que se complementam
Assim como nos clássicos soulslike, a derrota não significa o fim, mas sim mais uma etapa do aprendizado da caçadora. Sempre que Ro descansa, os inimigos retornam — e, por isso, observar padrões, entender ritmos e explorar oportunidades se torna essencial.
Além disso, o combate tático baseado em grid adiciona outra camada estratégica, enquanto o sistema de deck-building permite criar e adaptar estilos de jogo de acordo com os desafios espirituais encontrados pelo caminho.
Essa combinação — embora inusitada — resulta em algo único, brutal e emocionalmente carregado.






