Metroid: Samus Returns – Confira nossa análise.

O jogo inicia com um resumo dos acontecimentos de Metroid, e a nova missão de Samus de limpar o planeta dos Metroids, formas de vida criadas pelos seus antigos moradores, que acabaram saindo do controle e tomando conta do planeta. Com isso iniciamos nossa exploração encontrando diversos inimigos, desafios, portas trancadas e becos sem saída, familiares aos fãs da franquia.

Temos algumas novidades na jogabilidade, como o Melee Counter, um contra-ataque que evita o ataque inimigo e o deixa exposto para os seus tiros, a possibilidade de mirar e atirar para qualquer direção com o uso do analógico e as habilidades Aeon, que utilizam uma barra que se assemelha a uma barra de mana de outros tipos de jogos, entre essas habilidades está o Scan Pulse, que analisa o mapa e mostra possíveis passagens, facilitando a exploração, o Beam Burst que aumenta seu poder de fogo temporariamente, a Lightning Armor que te protege de ataques e o Phaze Drift que desacelera o tempo, essas habilidades se fazem necessárias em algumas partes do gameplay. Além dessas novidades, o jogo mantém os upgrades contínuos em seu canhão habilitando novos tiros (que permitem abrir portas e ultrapassar obstáculos) e novas armaduras que permitem acessar novas áreas.

Como o objetivo principal é derrotar os Metroids, eles atuam como diversos chefes, já que em cada área é necessário derrotar um número específico deles para que o caminho seja liberado, com isso é possível observar uma evolução no ciclo de vida deles, algumas batalhas se tornam um pouco repetitivas e ao encontrar uma nova forma de Metroid a dificuldade pode até assustar de início, às vezes precisando repetir a luta algumas vezes até entender o padrão destes inimigos. O planeta também guarda alguns inimigos inesperados que não fazem parte do ciclo de vida Metroid.

As diversas áreas possuem sua própria ambientação com visuais que facilitam a imersão do jogo, como ruínas, cachoeiras, flora e construções, que fazem você se sentir dentro do planeta SR388. A trilha sonora possui alguns dos toques clássicos refeitos e tons característicos para cada área.

O jogo é um bom casamento entre nostalgia e inovação, que pode agradar antigos fãs da franquia e novos jogadores, além de abrir espaço para novos remakes de clássicos da franquias e/ou para novos jogos no estilo clássico que fez tanto sucesso em outras épocas. Apesar da repetição e dificuldade de alguns chefes, o jogo não deixa a desejar e merece o selo Ouro da Gamers & Games.

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