Fort Triumph – Competente mas nem tanto | Análise

Fort Triumph é ok, seu combate é legal mas acaba sendo ofuscado pelo RNG e o desnecessário gerenciamento de cidade.

Analisado no PC


Fort Triumph é um jogo de RPG e estratégia em turnos, desenvolvido pela CookieByte Entertainment e distribuído pela All in! Games. Foi lançado para PC em 16/04/2020, com versões confirmadas para consoles que devem chegar no decorrer deste ano.

Inspirado em uma mistura do combate de XCOM com a estratégia de Heroes of Might and Magic, Fort Triumph nos coloca no controle de um bando de aventureiros que terão de concluir várias missões e objetivos batalhando em mapas procedurais.

O modo campanha inicia contando a história de uma invasão Goblin ao reino humano. Durante a campanha jogaremos somente com os humanos e na medida que a história vai se desenvolvendo iremos encontrar novos personagens, construir alianças e subir o nível de nossos personagens. Infelizmente a história é bem fraca e após algum tempo de jogo tudo fica bastante repetitivo e sem graça.

A construção e desenvolvimento dos personagens é boa. Temos 4 classes, duas de corpo a corpo e duas de distância, conforme avançamos e subimos de nível, iremos liberar novas habilidades e melhorias. O interessante é que você pode construir o seu grupo da sua maneira, pois você tem a opção de escolher o que cada personagem ira focar, seja dando suporte ou dano.

A Jogabilidade se divide em duas, o gerenciamento da construção de nossa cidade e o combate. A cidade é o local onde podemos construir edificações e melhorias a fim de conseguir novas habilidades e atributos adicionais para nossos personagens.

O combate do jogo é por turnos e segue a linha de XCOM com algumas mudanças e um péssimo sistema de RNG. Cada personagem continua possuindo AP (Action Points), que determina a quantidade de ações que cada personagem pode fazer por turno, temos um sistema de cover que é automático e ativa assim que você movimenta o personagem para um quadrado que possua algum tipo de objeto para cobertura. O jogo conta com física, assim vários ataques podem ser influenciados por obstáculos, além de te dar a opção de lançar os inimigos e objetos pelo cenário.

O mapa de combate é gerado de forma procedural e as posições são determinados aleatoriamente a cada batalha, o que é um dos fatores que infelizmente tiram o brilho desse sistema.

A geração procedural do mapa de combate é interessante e ao mesmo tempo frustrante, pois ela dita todas as posições e objetos, fazendo com que você realmente tenha de contar com a sorte para conseguir um bom posicionamento inicial. Esse sistema é interessante pois te dá uma maior variedade de cenário e estratégia, mas ao mesmo tempo pode te colocar em desvantagem já no início do combate.

O sistema de RNG é um problema principalmente se você estiver jogando nas dificuldades mais altas e estiver com a morte permanente ativa. Por diversas vezes os personagens erravam ataques, mesmo estando próximos ao inimigo com mais de 85%, chegando até a 95% de chance de acerto, além dessa situação, eu perdi o número de vezes em que levei dano critico de um inimigo, que estava me atacando do alcance máximo enquanto eu estava em cover. Esse sistema parece levar em conta a quantidade de vida de nossos personagens e geralmente o personagem que estiver com pouca vida, sempre irá levar um dano critico mesmo em uma situação quase impossível de acertar.

Os gráficos têm o visual de cartoon, são bem feitos e as magias tem efeitos visuais legais. Infelizmente o som do jogo é repetitivo e após algum tempo jogando eu decidi continuar sem som. Vale notar que o jogo está traduzido para Português.

Fort Triumph é ok, seu combate é legal mas acaba sendo ofuscado pelo RNG e o desnecessário gerenciamento de cidade. O jogo pode ser interessante para os amantes de jogos de estratégia em turnos, que já se cansaram de XCOM e cia.


Confira o gameplay de Fort Triumph

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