UNBINARY – uma experiência leve e uma arte única | Análise

Jogamos a versão de PC utilizando os headsets WMR e Quest 2 via Air Link

Analisado no PC com os headsets WMR e Quest 2 via Air Link


UNBINARY é uma jogo de puzzles para a realidade virtual, desenvolvido e distribuído pelo estúdio brasileiro Ludact com versões disponíveis para PC VR e Quest 1|2.

Trazendo uma experiência leve e uma arte única, UNBINARY é um bom título para quem procura por algo para passar tempo ou para apresentar a realidade virtual aos iniciantes.

Nessa aventura nós iremos jogar como um “usuário autônomo” encarregado de testar, corrigir potenciais problemas e ajudar a inteligência artificial “Webby” que foi eleita para governar a humanidade. A história é bem simples e serve mais como plano de fundo para justificar a jogatina, Webby tem uma personalidade interessante e ela irá te acompanhar nessa jornada que tem seus momentos altos e baixos.

No quesito jogabilidade, o título traz uma mistura de puzzles e “escape room”. O gameplay aqui é dividido em mapas e para concluir cada um desses será necessário abrir portas, interagir e movimentar objetos no cenário, hackear terminais e ligar switches, o típico de jogos do gênero. O grande diferencial é que o jogo separa e liga as ações em três tipos diferentes de robôs representados pelas cores verde, amarela e roxa, ou seja, o jogador é forçado a pensar e a alternar entre os robôs para conseguir progredir em cada quebra cabeça, isso acaba dando um dinamismo legal mas não espere por muito pois esta não é uma aventura difícil.

Quando os assunto são gráficos, UNBINARY traz uma arte simples e única criada utilizando o software de pintura e animação para RV “Quill”. Não espere nada de impressionante pois a arte aqui é bem simples, mas o que falta de detalhes nós temos de charme e o estilo escolhido funciona muito bem para a proposta do jogo.

Nos controles é onde o jogo dá uma escorregada. Jogamos a versão de PC utilizando os headsets WMR e Quest 2 via Air Link, com o WMR os controles não funcionaram e foi preciso criar um perfil de controles para poder jogar, contudo apesar de conseguir entrar no jogo a movimentação estava presa no touchscreen dos controles e não no analógico, o que acabou tornando a experiência frustrante. No Quest 2 não tivemos nenhum problema relacionado ao perfil de controle, tudo funcionou sem problemas porém com algumas ressalvas.

Na locomoção, o jogo traz movimentação livre pelos analógicos e também o tradicional teleporte, será necessário alternar entre esses dois tipos durante a jogatina mas não é nada que quebre a imersão. Infelizmente na movimentação de câmera só temos as opções de movimento livre e snap-turn, apesar dessas opções atenderem quem está iniciando na realidade virtual, o smooth turn faz falta e essa ausência pode fazer a experiência ficar sofrível para quem já é experiente e não tem problemas relacionados ao “motion sickness”.

No final, UNBINARY traz uma experiência que apesar de ter seus problemas é divertida e perfeita para quem está começando na realidade virtual ou para quem procura por algo diferente para passar o tempo. O preço cobrado na versão de PCVR é justo pelo que o jogo entrega e definitivamente vale a pena pagar o preço cheio.

Confira neste vídeo de gameplay o começo de UNBINARY

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