Analisado no Meta Quest 2
Maskmaker é um jogo de aventura e puzzles desenvolvido pela InnerspaceVR e distribuído pela Vertigo Games. Lançado em 2021 com versões para PCVR e PSVR, o título está chegando à plataforma Oculus/Meta Quest 2 na data prevista de 15/12/2022.
Dos mesmos desenvolvedores de “A Fisherman’s Tale” (InnerspaceVR) e inicialmente lançado em 2021, Maskmaker traz uma aventura casual interessante que tem seus altos e baixos, mas combina perfeitamente com a experiência livre de cabos e portátil do Quest 2.
Em Maskmaker nós jogamos como um aprendiz de artesão especialista em fabricar máscaras e para aprender o ofício, somos obrigados a partir em uma aventura cheia de quebra cabeças, onde cada máscara criada te leva a uma localidade e a um mundo diferente. A história é bem simples e o jogador é acompanhado por um narrador que serve como guia e está presente sempre que você chega em uma nova localidade ou descobre algum novo item, a trama aqui serve mais para justificar toda a experiência e a melhor parte está na jogabilidade e nos controles.
O melhor dessa experiência são os controles e aqui é possível ajustar de tudo, desde o modo de locomoção onde temos teleporte ou livre movimentação, controle de câmera entre smooth ou snap e opções de acessibilidade, como modo de pé ou sentado, suporte a vinheta que ameniza o motion sickness de alguns jogadores e “mãos magnéticas” que facilitam na hora de agarrar e manusear objetos. Maskmaker é definitivamente um jogo acessível e seus controles possibilitam que todo tipo de jogador possa embarcar nessa aventura.
A jogabilidade é dividida entre exploração, puzzles e criação que são separados entre a oficina do artesão e as ilhas que cada máscara transporta. A dinâmica de jogo é baseada no jogador construir e utilizar uma máscara, esta que te transportará para um mundo onde você precisa encontrar novos designs de máscaras e materiais para construí-las, quando conseguir tudo é só retirar a máscara para voltar para oficina e construir a próxima. Claro que nada é tão fácil e nessas idas e vindas serão necessários concluir puzzles e realizar um certo backtracking, alternando entre máscaras e mundos para conseguir materiais e novos designs.
O jogo é bem divertido quando toda essa dinâmica funciona, contudo em algumas etapas você ficará perdido sem rumo e terá de usar o sistema de tentativa e sorte para resolver alguns puzzles, bem como fazer um certo backtracking para explorar níveis anteriores e a jogabilidade acaba ficando um pouco enjoativa depois de um tempo.
Graficamente o jogo não impressiona em sua versão de PC, esta que traz uma arte simples e sem detalhes que é por coincidência acaba sendo perfeita para o hardware limitado do Quest 2. A versão para Quest chega com o mesmo estilo gráfico do PC, com uma pequena redução nos efeitos de iluminação, não temos nada de impressionante, mas tudo aqui está de acordo com a proposta do jogo e o foco principal é na jogabilidade e puzzles.
No final, apesar de ter alguns altos e baixos, Maskmaker traz uma experiência perfeita para quem está começando na realidade virtual, ou para quem procura por algo diferente para passar o tempo. Infelizmente o preço cobrado na versão de Quest é bastante salgado em comparação a sua versão de PC, o alto custo é causado pela loja da Oculus que é baseada em Dólares americanos e por este motivo, eu prefiro recomendar esta versão somente para quem realmente se interessar na portabilidade da plataforma, caso contrário é melhor optar pela versão de PC.
