BLINNK and the Vacuum of Space – Uma experiência para todos os públicos | Análise

Uma experiência que remete aos títulos lançados no início da popularização da realidade virtual.

Analisado no PC usando o Meta Quest 2


BLINNK and the Vacuum of Space é uma experiência casual exclusiva para a realidade virtual, desenvolvida e distribuída pela Changingday. O título foi lançado em 17/01/2023 e atualmente se encontra disponível somente para PC VR.

Desenvolvido com o foco no público autista, BLINNK and the Vacuum of Space traz uma experiência simples e agradável que é indicada para todos os tipos de público e uma boa opção para quem está começando na realidade virtual.

Nesta experiência nós jogamos como um estagiário encarregado de ajudar o robô Blinnk em seu laboratório. Após uma pequena introdução, um acidente ocorre e pequenas criaturas travessas chamadas “Groobs” acabam escapando do laboratório, agora acompanhados por Blinnk e munidos de nosso “Aspirador 5000”, nós precisamos visitar várias localidades na cidade de Norpopolis para recapturar os “Groobs” antes que eles causem o caos.

Começando pela acessibilidade – que foi bem feita – Blinnk foi um título criado pensando em todos e seus controles incluem opções para customização de locomoção, controle de câmera, modo de jogo sentado ou de pé e também tamanho de textos. Configurar e reconfigurar é algo bem simples de se fazer, bastando apenas o jogador tocar em um relógio localizado no pulso em que ele escolher para ter acesso ao menu de configurações.

A jogabilidade aqui é bem simples e tudo gira em torno de mini-games. Supervisionado por Blinnk e a procura Groobs, o jogador terá de realizar tarefas de estagiário nos diferentes setores da cidade, assim passaremos por várias situações que incluem, checagem de bagagens em um aeroporto, concerto de robôs, pesca de criatura no parque e até seremos assistentes de dentista. O ritmo de jogo é ditado pelo jogador visto que não temos tempo para concluir as atividades e tudo é bem direto, bastando alguns cliques para realizar as ações. Uma experiência que remete aos títulos lançados no início da popularização da realidade virtual.

Os gráficos são cartunescos e seguem uma temática mais infantil com alienígenas e cenários que parecem ter sido retirados de desenhos animados. A trilha sonora aqui é completamente opcional e todas as músicas de fundo estão presentes em um rádio que pode ser controlado pelo jogador.

Como nada é perfeito, nós tivemos de enfrentar alguns bugs e empecilhos na versão jogada de Blinnk. Começando pelo excesso de cliques que aqui estão presentes em todas as falas de personagens e é preciso seguir à risca o que o robô te falar, pois as caixas de diálogo servem como switches e caso você tente ignorar as falas ou adiantar o serviço o jogo não irá te deixar progredir. Fora isso, também encontramos problemas com algumas caixas de interações pequenas demais em alguns objetos, o que demandava mais precisão para realizar algumas ações e às vezes as caixas de diálogo que ficavam fora da tela. Por último tivemos problemas com ações em alguns cenários, mas este era menos comum e fácil de resolver bastando reiniciar o nível.

No final, BLINNK and the Vacuum of Space traz uma experiência simples e agradável, perfeita para quem procura por algo sem pressão para se jogar e também para quem está começando na realidade virtual. O preço cobrado é um pouco salgado pela experiência e por isso eu prefiro recomendá-lo somente em promoção.

Confira neste vídeo de gameplay as primeiras impressões de BLINNK and the Vacuum of Space:

↑
Sair da versão mobile