Returnal para PC – Se possível jogue com o DualSense | Análise

Returnal chega trazendo várias melhorias e muitas adaptações que vão desde as atualizações de save game e coop até suporte a maiores resoluções e Ray Tracing

Analisado no PC


Returnal é um jogo de ação e tiro em terceira pessoa roguelike, desenvolvido pela Housemarque e distribuído pela PlayStation PC LLC. Lançado inicialmente em 30/04/2021 como exclusivo para a plataforma PlayStation 5, o título está chegando aos PCs hoje 15/02/2023 com seu port sendo feito pela Climax Studios.

De pouco em pouco a Sony está trazendo o catálogo da sua plataforma PlayStation para os PCs. Nesses últimos anos a maioria das franquias de peso do console ganharam versões para o PC, a lista é grande e inclui franquias como God of War, Uncharted, Spider-Man, Horizon Zero Down e Final Fantasy VII Remake. Para este ano temos confirmados o port de The Last of Us Part 1, previsto para 28/03/2023 e hoje 15/02/2023 nós recebemos Returnal, título exclusivo do PlayStation 5.

Para quem não conhece Returnal é um jogo roguelike onde o jogador é colocado no controle de Selene, uma astronauta que cai com sua nave em um planeta e acaba ficando presa em um loop temporal. Assim como feito nas análises de ports passadas, este texto não terá o foco na história e sim na versão de PC, caso queira saber sobre a história clique neste link para ler nossa análise da versão do PS5.

Vamos lá, como sendo o primeiro exclusivo de PS5 a receber uma versão para PC (não existe versão do game para a geração do PS4), Returnal chega trazendo várias melhorias e muitas adaptações que vão desde as atualizações de save game e coop, áudio 3D, opções de qualidade gráfica, suporte a maiores resoluções, Ray Tracing e na minha opinião o melhor uso do DualSense no PC até o momento.

Gráficos

Como o PC é uma plataforma recheada de combinações de hardware é comum que jogos tenham configurações gráficas para o usuário adaptar o jogo a sua máquina e Returnal chega com as típicas opções gráficas de texturas, sombras e efeitos. Além dessas, também temos configurações de Ray Tracing para sombras e reflexos, suporte a resoluções maiorias e proporções de tela ultrawide (21:9) e super ultrawide (32:9) que não estão presentes na sua versão original de console e para dar uma ajuda para manter os quadros, o port também recebeu métodos de upscaling que incluem, FSR, DLSS, NIS e VRS.

O jogo está lindo e as maiores resoluções do PC trazem melhores detalhes de textura e efeitos de iluminação e sombra, um conjunto que chega com maior qualidade do que a versão de console que roda nativamente em 1080p e utiliza métodos de upscaling para alcançar o 4k, mas para isso é preciso de um maior poder de fogo.

Desempenho

A performance está muito boa, o jogo foi bem otimizado, mas encontramos alguns stutters. Testamos com uma Radeon 6750XT e uma Radeon 7900XTX nas resoluções ultrawide 2160x1080p, 3440x1440p e 5120x2160p. Com a 6750XT e 32gb de RAM, o título rodou na qualidade máxima “Épico” a uma média de 75 quadros em 2160x1080p sem precisar do FSR, em 3440x1440p foi preciso utilizar o FSR em qualidade para manter o jogo acima dos 60 quadros.

Infelizmente por conta de questões de logística, a 7900XTX teve de ser testada em uma estação com 16gb de RAM e mesmo com essa limitação ela conseguiu manter o título em qualidade Épica na casa dos 80fps a 2160x1080p, em 5120x2160p ela alcançou a média de 60 com algumas quedas. Vale lembrar que jogamos uma versão anterior a do lançamento e o jogo requer o mínimo de 16Gb de RAM para qualidade alta e 32Gb de RAM para a qualidade Épica.

O título foi instalado em um SSD M.2 3.0 e mesmo não tendo telas de carregamento e requerendo compilação de shaders no início, infelizmente os stutters são comuns e ocorrem geralmente ao entrar em uma nova área, mas eles não acontecem durante o combate o que é um alívio. Como dito mais acima, nós testamos uma versão anterior à do lançamento e o jogo pode receber atualizações e correções.

Se possível jogue com o DualSense

Eleito como o melhor controle da história no BAFTA Games, o DualSense é sem dúvidas um periférico que eleva a experiência do jogador com seus gatilhos dinâmicos e feedback tátil, mas infelizmente ele nunca foi utilizado de forma total no PC.

Bom, Returnal chega trazendo a experiência completa no PS5 para o PC e isso inclui todos os recursos do DualSense. Jogar Returnal com este controle é uma experiência completamente diferente e todos os recursos funcionam, temos os gatilhos dinâmicos que controlam os modos de tiro, o sistema de feedback “treme” partes isoladas do controle de acordo com os movimentos do jogo e a cereja de tudo é o auto falante do controle que pode ser usado para dar feedback de quando as habilidades estão prontas para serem usadas.

A experiência com o controle DualSense é sensacional, mas fique tranquilo pois o título também tem suporte a teclado e mouse e outros controles. Jogar no teclado e mouse não é ruim e os comandos foram bem adaptados, sem falar que para quem joga no PC, mirar com o mouse é muito mais prático e preciso.

Conclusão

No final, Returnal recebeu uma versão de PC bem feita e problemas a parte, a experiência é muito boa, principalmente se optar por jogar com um DualSense. O preço cobrado é bastante salgado e por este ser um jogo roguelike, eu prefiro recomendá-lo somente para quem se interessar, do contrário é melhor esperar por uma promoção.

Confira o início de Returnal para PC no vídeo abaixo:

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