Sherlock Holmes: The Case of the Hung Parliament – Faltam opções elementares | Análise

Inicialmente lançado em 2016 como uma produção imersiva ao vivo que depois foi adaptada para o público online através do Zoom

Analisado no Meta Quest 2


Sherlock Holmes: The Case of the Hung Parliament é um jogo/experiência investigativa desenvolvida pela Les Enfants Terribles em conjunto com a vrisch. O título está previsto para chegar na plataforma Meta Quest em 15 de junho de 2023 através da loja App Lab sem outras versões confirmadas até o momento.

Inicialmente lançado em 2016 como uma produção imersiva ao vivo que depois foi adaptada para o público online através do Zoom, Sherlock Holmes: The Case of the Hung Parliament é a adaptação desta obra para a realidade virtual que traz um conceito diferente com uma boa história que infelizmente é acompanhada de controle simples e praticamente nenhuma acessibilidade.

Sem spoilers, Sherlock Holmes: The Case of the Hung Parliament nos apresenta a uma trama que gira em torno das suspeitas mortes de três membros do parlamento. Nós embarcamos nessa jornada como um investigador novato enviado pela Scotland Yard para auxiliar o Dr. Watson já que o famoso Sherlock Holmes se encontra “sumido” e o objetivo é desvendar o mistério por trás dos incidentes para tentar evitar que o assassino ataque novamente.

A história é interessante e durante a jogatina você terá de procurar pistas, interagir para montar um quadro de informações e até interrogar os suspeitos, isso tudo com um tempo limitado. A maior parte da jogatina se desenvolve através de FMV (Full Motion Video), colocando o jogador dentro de gravações com atores reais e cenários capturados em 360º, a ambientação é boa mas os controles são bastante simplistas.

O título tem uma jogabilidade que remete às primeiras adaptações para a realidade virtual que traziam controles básicos e poucas interações. Aqui nós teremos de ficar parados assistindo aos FMV durante a maior parte do tempo, essas etapas trazem poucas interações, mas mostram boa parte dos acontecimentos. A parte que envolve realmente a jogatina em VR está ligada ao escritório, onde é preciso se movimentar e interagir com itens para construir um quadro com as pistas encontradas, portanto não espere algo incrível até porque o foco aqui está na história.

Infelizmente o jogo traz controles bastante simplistas e a acessibilidade é quase inexistente. Basicamente só é possível alternar a movimentação e a calibragem de altura, mas mesmo com essas opções você terá de jogar de pé e se mover por teleporte, pois a velocidade de movimento pelos analógicos é extremamente lenta e a calibração de altura é fixa sem opções de ajuste fino. A acessibilidade é praticamente zero e quem possui algum tipo de limitação vai sofrer para jogar, pois nos controles faltam botões para abaixar e opções para pegar e interagir com itens a distância, para piorar o jogo está só em inglês e não temos nem ao menos legendas.

Mesmo com várias limitações a experiência não é ruim, pois a história é bem desenvolvida e as FMV foram bem feitas criando uma ambientação que consegue transmitir a impressão de imersão ao jogador na maior parte do tempo. Além de imersiva é possível compartilhar a experiência jogando com até quatro jogadores, o que não só facilita a parte de coleta de pistas como também proporciona uma boa dose de discussões sobre a trama.

No final, Sherlock Holmes: The Case of the Hung Parliament traz uma adaptação simples com uma boa história combinada à uma jogatina que é afetada pela falta de acessibilidade e opções de controles. O preço cobrado é camarada, contudo, o título será lançado somente na plataforma Meta Quest, esta que possui uma loja que cobra somente em dólares americanos e a experiência acaba se tornando salgada dada a conversão de moeda e ao baixo fator replay.

Confira no vídeo abaixo as primeiras impressões de Sherlock Holmes: The Case of the Hung Parliament:

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