OXENFREE II: Lost Signals – Um jogo com aparência de filme/série | Análise

OXENFREE II: Lost Signals traz a continuação e a conclusão da história iniciada no primeiro título.

Analisado no PC


OXENFREE II: Lost Signals é um jogo de aventura narrativa desenvolvido pela Night School Studio e distribuído pela Netflix. O título está sendo lançado hoje 12/07/2023 com versões disponíveis para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e mobile Android/iOS através do app Netflix.

Dando sequência aos acontecimentos de Oxenfree (2016), Oxenfree II continua com uma trama interessante, mas infelizmente não evoluiu em sua jogabilidade e o título continua sendo basicamente um walking simulator que agora conta com muitas perdas de tempo.

Sem spoilers, OXENFREE II: Lost Signals traz a continuação e a conclusão da história iniciada no primeiro título. Esta nova aventura se passa alguns anos após os eventos anteriores e aqui iremos acompanhar a jornada de Riley, uma pesquisadora contratada para investigar misteriosas interferências em transmissões de rádio que estão afetando a sua cidade natal de Camena, que coincidentemente está localizada próxima às ilhas Edwards, onde se passa o primeiro jogo.

A história continua trazendo os mesmos elementos encontrados no primeiro jogo com “fantasmas”, portais, ciclos e viagens temporais. A trama é interessante e envolvente, com um mistério que pode prender sua atenção do início ao fim, já os personagens não são tão cativantes, às vezes atrasam e falam demais. Em certos momentos é tanto diálogo desnecessário que eu me questionei se valia a pena continuar a jogar. O jogo continua a trazer escolhas que influenciam no desfecho da história e por isso será necessário várias jogatinas se quiser ver todas as opções, mas é importante ressaltar que não é necessário ter jogado o primeiro jogo para entender a trama pois os eventos anteriores são explicados durante a jogatina e quem não jogou o anterior só perderá as referências.

Se a história é boa, infelizmente a jogabilidade de Oxenfree II é seu grande ponto negativo. O jogo é praticamente um grande walking simulator, onde você literalmente clica para ir do ponto A ao B enquanto escuta e escolhe as respostas das conversas dos personagens influenciando as relações da protagonista. O jogo até tenta introduzir novos elementos com um walkie talkie para se comunicar com alguns personagens e algumas estações de rádio que podem trazer segredos.

Apesar de termos algumas conversas interessantes, a maior parte dos diálogos são relacionados a fatos pessoais de cada personagem, em uma tentativa de se criar algum vínculo expondo os conflitos de cada um. A ideia é até legal, porém ela é mal desenvolvida pois os diálogos são longos com um pequeno tempo irritante entre cada um, o que faz com que qualquer tópico demore a se desenvolver. Para piorar a situação não existe opção para se passar ou acelerar as conversas e algumas são tão longas que você é forçado a ter de esperar os personagens terminarem de falar “abobrinhas” para poder passar de mapa ou realizar alguma interação.

Os visuais continuam os mesmos e a arte segue o padrão do primeiro jogo com gráficos simples e poucos efeitos de iluminação e sombra, mas tudo isso aqui é secundário pois o que foco está na história que traz uma trama interessante. A trilha sonora é boa e o jogo traz dublagem original em inglês para todos os personagens, as dublagens ficaram boas, mas algumas vozes simplesmente não combinam com os personagens o que inclui a voz da protagonista, como uma adição o jogo trouxe legendas para vários idiomas e dessa vez temos PT-BR como opção.

Nós tivemos acesso a uma versão anterior a de lançamento e infelizmente encontramos várias inconsistências e alguns bugs. Além de crashes e alguns bugs relacionados a ações que não registravam ou não aconteciam, durante nossos testes foi necessário ter de esperar todos os NPCs pararem de falar e também fechar o walkie talkie e o rádio antes de realizar uma ação ou mudar de mapa, pois era comum o jogo simplesmente travar ou os personagens pararem de responder após encontrarmos algum evento predeterminado, ou realizar certas ações enquanto estávamos ouvindo o rádio ou conversando. Esse problema fez com que tivéssemos que reiniciar do último ponto salvo, o que às vezes é um grande incômodo pois não existe save game manual e você pode ser forçado a ter de ouvir novamente várias longas conversas.

No final, OXENFREE II: Lost Signals é uma boa sequência que consegue continuar a trama trazendo uma experiência bastante parecida com a encontrada no primeiro jogo, sua história é interessante, mas a jogabilidade é enjoativa e a trama demora a se desenvolver. Ainda não temos um preço confirmado para essa versão de PC e por conta do ritmo de jogo eu prefiro recomendar este título especialmente para quem gostou do primeiro jogo e quer descobrir o desfecho da história, caso contrário é melhor esperar por uma promoção.

Confira no vídeo abaixo o começo de OXENFREE II: Lost Signals no PC:

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