Fate/Samurai Remnant – Uma nova e boa experiência Fate | Análise

Samurai Remnant se passa no período Edo (1600-1800) no Japão e aqui nós iremos acompanhar a jornada de Miyamoto Iori

Analisado no PC


Fate/Samurai Remnant é um RPG de ação desenvolvido e distribuído pela KOEI TECMO GAMES. O título foi lançado em 28/09/2023 com versões disponíveis para as plataformas Nintendo Switch, PC e PlayStation 4|5.

A franquia Fate que começou com a visual novel Fate/Stay Night, traz em sua essência as guerras santas envolvendo os conflitos entre os escolhidos mestres em conjunto com seus companheiros espíritos heroicos em batalhas pelo controle do Santo Graal. A franquia que fez sucesso e conquistou uma considerável base de fãs vem recebendo novas versões e adaptações desde seu início e Samurai Remnant é a nova entrada que chega com uma boa história e um combate divertido que demora a engrenar, com uma apresentação visual que não impressiona.

Seguindo a essência de guerra santa da série, Samurai Remnant se passa no período Edo (1600-1800) no Japão e aqui nós iremos acompanhar a jornada de Miyamoto Iori, um jovem espadachim que após um evento recebe uma marca em sua mão esquerda e logo descobre que foi escolhido como um dos participantes de um estranho ritual. Assumindo o papel de mestre Iori consegue invocar Saber, um espírito heroico que irá o acompanhar nessa saga que envolve muito combate contra outras duplas e também contra um mal que aflige esse mundo. A história é divertida e é apresentada com qualidade de anime, temos personagens icônicos com várias interações e relações, algumas cômicas e outras sérias, mas o melhor aqui é o desenvolvimento da dupla principal composta por Iori e Saber que nitidamente vai melhorando conforme os personagens batalham juntos. O lado ruim é que a trama demora a se desenvolver e as primeiras horas de jogo funcionam como um grande tutorial.

Na jogabilidade temos um modelo que é quase uma versão anime de Like a Dragon: Ishin! e Samurai Remnant traz um mapa grande separado entre várias cidades com exploração semi aberta, vários combates, tarefas e alguns minigames. O combate aqui é uma adaptação da fórmula musou que traz vários inimigos na tela, ou seja, com exceção de algumas lutas incluindo as contra outras duplas de mestre e espírito, a maioria esmagadora dos combates envolve enfrentar um grupo composto de vários de inimigos fracos e um capitão, só para eliminá-los e assim enfrentar um grupo mais forte para finalmente encontrar um “chefe”.

O combate é divertido e envolve alternar entre os estilos/formas de espada empunhados por Iori, bem como utilizar as diversas habilidades do personagem e de Saber para lidar com os diferentes tipos de inimigos. Deixando tudo mais dinâmico e também complicado o jogo não traz muitas indicações para golpes de inimigos, sendo difícil saber quando esquivar, as lutas de chefes e outros mestres/heróis também vêm acompanhadas por uma mecânica de escudo que os deixa resistentes a ataques básicos e precisa ser esgotada primeiro através de danos com habilidades ou de alguns estilos específicos. O desenvolvimento de personagem é um pouco complexo e pode ser um pouco intimidador no início, pois além de itens equipáveis também temos uma grande árvore de habilidades recheada de opções tanto para o protagonista como para os espíritos, as escolhas requerem do jogador um pouco de atenção e estratégia na hora de gastar os pontos de habilidade conseguidos ao subir o nível do personagem.

A apresentação é um mix que assim como títulos mais novos, felizmente vem acompanhada de alguns recursos de qualidade de vida. Nos gráficos temos de um lado cinemáticas e artes visuais dignas de anime/filme, tudo está muito bem feito, cheio de detalhes e com animações lindas, por outro lado os visuais durante a jogatina são um tanto datados, os cenários e modelos de personagens trazem poucos detalhes e temos um grande uso de efeitos de iluminação durante os combates e exploração para tentar chamar e desviar a atenção dos poucos detalhes. O lado positivo dessa limitação é que a performance é consistente e não demanda muito poder de processamento o que é interessante, pois o jogo também foi lançado para o Nintendo Switch que é uma plataforma limitada.

No áudio temos uma boa trilha sonora e vozes em japonês para praticamente todos os personagens, não temos localização para PT-BR e quem quiser entender a história terá de ser fluente em Inglês, Japonês, Coreano ou Chinês. Este é um jogo com muito texto e felizmente podemos escolher e alternar entre alguns recursos de qualidade de vida que incluem rolagem automática de texto, velocidade de texto, aceleração e tempo ou até mesmo pular cenas inteiras. Essas opções não só são muito bem vindas como são algo necessário, pois elas diminuem a quantidade de cliques e tornam a experiência muito mais agradável.

No final, Fate/Samurai Remnant traz uma experiência divertida composta por uma boa história, um combate interessante e uma apresentação visual que apesar de não impressionar chega com bons recursos de qualidade de vida. O preço cobrado é salgado e por este motivo eu prefiro recomendar este título somente para fãs da franquia, do contrário é melhor esperar por uma promoção.

Confira no vídeo abaixo o gameplay de Fate/Samurai Remnant:

 

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