O Hub Serpro acaba de encerrar sua temporada e já é considerado um marco no cenário competitivo brasileiro. Criado em 2024 pela W7M Esports, em parceria com o Serpro, o projeto impactou diretamente mais de 290 jogadoras. Além disso, promoveu 1.157 partidas, 203 horas de mentorias e mais de R$174 mil em premiações nos jogos Rainbow Six Siege e League of Legends.
Por isso, esse sucesso expressivo vai muito além dos números: o Hub Serpro consolidou uma nova forma de desenvolver talentos femininos nos esports. Desde o início, o foco foi claro — criar um ambiente seguro, estruturado e competitivo para mulheres e minorias de gênero brilharem.
“Fechar essa temporada com quase 300 mulheres jogando, treinando e vencendo dentro de um ambiente pensado para elas é mais do que um resultado. É um marco”, destaca Loyanne Salles, do Serpro.
Mais do que torneios: um ecossistema de apoio e performance
A iniciativa não se limitou a campeonatos. Pelo contrário, entregou mentorias práticas e teóricas com atletas profissionais, reconhecimento oficial da Ubisoft e desafios simulados que aproximaram as jogadoras da realidade dos grandes palcos.
Aliás, a equipe feminina da própria W7M Esports nasceu dentro do Hub Serpro, o que comprova, mais uma vez, a força do projeto como plataforma de desenvolvimento real de talentos.
“O que construímos aqui é uma estrutura que empodera e desenvolve. É um novo padrão para o eSports inclusivo no Brasil”, afirma Felipe Funari, CEO da W7M.
Mulheres já dominam o cenário gamer brasileiro
Atualmente, os resultados do Hub Serpro dialogam diretamente com dados da Pesquisa Game Brasil 2025, que apontam as mulheres como 53,2% do público gamer no país — ultrapassando os homens pela primeira vez.
Isso mostra que o crescimento da presença feminina não está restrito ao público casual. Pelo contrário, também atinge, com força, o competitivo.
Somente no Rainbow Six, o projeto foi essencial: 99% das jogadoras do Circuito Feminino 2025 passaram pelo Hub. Já no League of Legends, mais de R$24 mil foram distribuídos em apenas três meses, com partidas ranqueadas e desafios estratégicos.
Inclusão com nome, apoio e visibilidade
Além do investimento financeiro, o projeto também tem um peso simbólico importante: a equipe profissional da W7M carrega oficialmente o nome do Serpro. Portanto, essa parceria deixa claro o compromisso com a diversidade e a representatividade real nos games.
“O talento está aí, só precisa de espaço, apoio e visibilidade”, reforça Funari.
O fim de um ciclo, mas o início de uma nova era
O encerramento da temporada do Hub Serpro representa, sim, o fim de uma etapa. No entanto, mais importante ainda, abre espaço para um futuro onde a diversidade é regra, e não exceção.
Com isso, e com quase 300 mulheres capacitadas e inspiradas, o Hub deixou de ser apenas um projeto. De fato, tornou-se um legado transformador nos esports brasileiros.
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