Operation Night Strikers – Mantém clássicos vivos e faz bom uso dos controles gyro | Análise

Esta análise tem como base a versão para o console Nintendo Switch, assim alguns pontos do texto não são compatíveis com a versão de PC que traz controles diferentes.

Analisado no Nintendo Switch


Operation Night Strikers é uma compilação de shooter dos anos 80/90 desenvolvidos pela Taito. A coleção foi feita pela M2 e está sendo distribuída pela Clear River Games em conjunto com a Taito Corp, com versões para Nintendo Switch e PC, ambas lançadas em 06/08/2025.

Antes da invenção e popularização da realidade virtual, os jogadores que queriam uma experiência mais “real” precisavam se contentar com os diversos light gun shooter e rail shooters dos arcades. Esses jogos geralmente utilizavam uma pistola de luz e foram populares no fim dos anos 80 e início dos anos 90 nos arcades, com vários jogos sendo portados para os consoles da época e futuros, estes que tiveram os controles modificados para os consoles, o que afetou bastante a experiência.

Esta coleção traz jogos populares da Taito em um formato simples e direto, a maior parte dos jogos conta com bons controles que incluem a opção de gyro. Diferente de outras coleções que trazem os jogos originais e suas outras versões, aqui temos somente os originais de arcade e para ter acesso às versões de console é necessário adquirir uma DLC.

Chega de enrolação, a coleção Operation Night Strikers é composta de quatro jogos da Taito sendo estes, Operation Wolf (1987), Operation Thunderbolt (1988), Night Striker (1989) e Space Gun (1990). Dos quatro jogos, somente Night Strike não é um rail/light gun shooter, sendo este um shoot em up, os outros três são experiência baseadas nas antigas light guns onde temos de mirar e atirar nos inimigos e perigos na tela.

Operation Wolf e Operation Thunderbolt, são rail shooters onde jogamos como um operador das forças especiais que tem a missão de coletar informações e resgatar reféns em solo inimigos. O primeiro jogo de 87 é baseado no controle de light gun onde a pistola de luz é móvel e conectada ao arcade através de um cabo, já o segundo jogo de 88 trocou a light gun pelas positional guns, com a pistola “fixa” montada no arcade e funcionando como um controle analógico que tem a manutenção mais fácil.

Space Gun segue o modelo dos jogos Operation, porém mudando a temática para um formato de ficção científica. Aqui nós iremos embarcar em uma aventura como um operador encarregado de eliminar alienígenas e resgatar os sobreviventes em uma estação espacial que foi invadida. O título retorna com os controles de light gun e adiciona uma camada de desmembramento em alguns inimigos e é possível arrancar algumas partes dos alienígenas.

Por último temos Night Strike que é um shoot ‘em up com temática futurista onde iremos jogar como um operador a bordo de um carro/viatura com o objetivo de resgatar um cientista e sua filha que foram raptados por um grupo terrorista. Diferente dos outros três Night Strike não utiliza um controle de light gun e o título entrega uma experiência diferente com um formado ainda em rails, mas com a possibilidade de movimentar o veículo na vertical e horizontal para acertar inimigos e escapar de perigos.

Como toda coleção de jogos antigos, nós temos algumas melhorias e adições bem vindas como a possibilidade de modificar os planos de fundo com adição de informações extras, temos diferentes formatos e filtros de tela, acesso a configurações da máquina com alguns auxílios e também save states.

Os controles foram adaptados e no Switch é possível jogar tanto com os controles tradicionais ou com o gyro que aqui eleva a experiência. Nos controles tradicionais, nós iremos utilizar as alavancas analogicas para controlar a mira na tela e apesar de poder customizar a sensibilidade e velocidade, este formato não é o ideal para os três jogos baseados na light gun, visto que a mira é lenta e os jogos são frenéticos. Contudo estes controles funcionam muito bem para o Night Strike, sendo esta a melhor forma de jogar este título.

Os controles gyro chegam como uma boa adaptação do formato light gun original e com eles é possível jogar com apenas um joy con funcionando como uma light gun. Os controles de gyro são excelentes para os três jogos citados anteriormente, eles são simples e precisos com uma tecla para resetar e calibrar a mira para o centro da tela, função esta que pode ser feita a qualquer momento durante a jogatina. Eles são ainda melhores quando jogamos Space Gun e Thunderbolt, ambos que suportam coop e são bastante confortáveis com o gyro, contudo os controles gyro são horríveis em Night Strike e por padrão os comando são invertidos e simplesmente não são divertidos neste título.

Como citado no início, esta análise tem como foco a versão de Nintendo Switch e já adianto que quem prefere jogar no PC é melhor esperar por atualizações, pois vários usuários estão reportando problemas com os controles atualmente.

No final, a Operation Night Strikers é uma coleção divertida que faz um bom uso dos controles gyro e com certeza irá divertir quem gosta de rail/light gun shooters. A versão de Switch é definitivamente a melhor forma de jogar esta coletânea, contudo o preço é um pouco salgado e quem quiser as versões de console precisa comprar uma DLC separada que também é salgada. Assim eu prefiro recomendar este título para quem se interessar, do contrário é melhor esperar por uma promoção.

Confira no vídeo abaixo o gameplay de Operation Night Strikers:

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