A partir de amanhã, o PlayStation 5 ficará mais caro nos Estados Unidos. Segundo comunicado oficial da Sony, a decisão foi tomada em resposta ao ambiente econômico global, seguindo uma tendência já observada em outros eletrônicos de consumo e também em regiões como Europa, México, Japão e Austrália, onde o PS5 já havia sofrido reajustes de preços em anos anteriores.
Quais são os novos preços do PS5 nos EUA?
A partir de 21 de agosto, os valores sugeridos serão:
- PlayStation 5: US$ 549,99 (antes US$ 499,99)
- PlayStation 5 Digital Edition: US$ 499,99 (antes US$ 449,99)
- PlayStation 5 Pro: US$ 749,99 (antes US$ 699,99)
É a primeira vez desde o lançamento que o console sofre aumento oficial no território americano.
Motivos do reajuste: economia global, inflação e tarifas
Na nota oficial, a Sony destaca:
“Assim como muitas empresas globais, estamos enfrentando um ambiente econômico desafiador. Como resultado, tomamos a difícil decisão de aumentar o preço recomendado para os consoles PlayStation 5 nos EUA”.
Este é o mais recente reflexo das dificuldades enfrentadas por todo o setor, que também já afetaram outros gigantes. A Nintendo, por exemplo, aumentou o preço dos modelos originais do Switch, Switch Lite e Switch OLED em até US$ 50 recentemente, citando custos de produção e volatilidade cambial — além da preocupação com novas tarifas impostas pelo governo dos EUA.
A própria Nintendo chegou a adiar as pré-vendas do Switch 2 no país devido ao cenário financeiro incerto, só as abrindo após meses e mantendo o preço original dos consoles, mas com aumentos em acessórios.
De acordo com a CTA (Consumer Technology Association), organizadora da CES, se todas as tarifas propostas pelo ex-presidente Donald Trump tivessem sido aplicadas integralmente, os consoles poderiam ter aumento de até 70% nos EUA.
Tendência pode se espalhar?
O aumento nos EUA acompanha uma sequência que se repetiu em outras regiões do mundo desde 2022 e, mais recentemente, em 2025. Nessas ocasiões, tanto a edição digital quanto a padrão já haviam subido de preço em lugares como Europa e Japão.
A perspectiva, segundo comunicados das próprias empresas, é que seja possível haver novos ajustes, caso o cenário inflacionário e as tarifas internacionais permaneçam desfavoráveis.
