Em entrevista ao portal japonês Nikkei, o presidente da Capcom, Haruhito Tsujimoto, reconheceu que, apesar do impressionante começo de Monster Hunter Wilds (com 10 milhões de unidades vendidas no primeiro mês), o alto custo do PlayStation 5 tornou mais difícil sustentar o ritmo de vendas do novo jogo.
Tsujimoto detalhou que o console chega a custar cerca de ¥80.000 (aprox. US$540) no Japão, e somando os gastos com jogos e assinaturas, o gasto inicial pode ultrapassar ¥100.000 (aprox. US$675). Ele destaca:
“Esse não é um valor facilmente acessível, especialmente para as gerações mais jovens. E essa situação não é limitada ao Japão, mas presente em outros países também.”
Vendas em queda após o pico inicial
Segundo o presidente, a meta de 10 milhões de unidades no lançamento partiu da própria Capcom e foi cumprida, mas entre abril e junho seguintes, o jogo vendeu apenas 477 mil cópias — mostrando forte desaceleração.
“Nosso próximo desafio é superar essas barreiras e fazer Monster Hunter Wilds chegar a mais pessoas. Estamos desenvolvendo estratégias, como eventos e promoções, para alavancar as vendas ao longo do ano.”
Olhar no Switch 2 e a importância do preço
Tsujimoto também citou o sucesso da Nintendo com o Switch 2, que chegou ao mercado japonês em junho de 2025 por ¥49.980 (aprox. US$340), preço muito mais atrativo. Ele avalia:
“A resposta foi melhor do que esperávamos. Isso reforça o quanto o consumidor comum é preocupado com o custo.”
Apesar disso, o presidente da Capcom não chegou a sugerir um port de Monster Hunter Wilds para o Switch 2, mas ficou claro que o tema acessibilidade de hardware é uma preocupação central.
Outros títulos mantêm catálogo aquecido
Apesar de vendas mais suave de Monster Hunter Wilds, a Capcom tenta destacar resultados positivos em outros títulos do portfólio. Jogos como Monster Hunter Rise, assim como os recentes anúncios da série Resident Evil, ajudaram a ampliar as vendas gerais da empresa.
