Pouca gente imaginaria que um jogo tático da PlayStation poderia ter repercussão direta nos bastidores de uma equipe lendária do futebol mundial. Em seu podcast recente na BBC, Wayne Rooney revelou um segredo curioso dos tempos dourados do Manchester United sob comando de Alex Ferguson: partidas regulares de SOCOM, clássico multiplayer da PlayStation, no PSP da geração 2000, contribuíram para a química e o desempenho dentro de campo.
SOCOM, PSP e a formação de campeões
Rooney detalhou que ele e colegas como Rio Ferdinand, Michael Carrick, John O’Shea e Wes Brown faziam partidas cinco contra cinco durante viagens — no avião, no ônibus da equipe ou nos hotéis. Os intensos rounds virtuais exigiam comunicação constante, estratégia coletiva e coordenação para ressuscitar companheiros abatidos, tudo isso transferido, segundo o atacante, para o campo:
“Acredito mesmo que uma grande parte do nosso sucesso foi jogar na PSP. Fez-nos comunicar mais, jogávamos no avião, no autocarro da equipa. Era eu, o Rio Ferdinand, Michael Carrick, John O’Shea, Wes Brown. Tem de falar, tem de agir taticamente, ir e ressuscitar pessoas quando são abatidas e foi uma enorme parte do nosso sucesso, pergunta a qualquer um desses jogadores, foi brilhante.”
Dinâmica virtual refletida em campo
Rooney também contou como o estilo de cada um se manifestava tanto no game quanto nos treinos: “O Michael Carrick era matreiro e silencioso, preferia se esconder, lançar granadas em silêncio. Eu era a linha de frente, partindo para cima do adversário.” Essa conexão divertida com a vida real reforçava laços e criava situações para o desenvolvimento de líderes dentro da equipe.
Nem todos aprovavam…
O método, contudo, não agradava a todos. Rooney conta, em tom de humor, que o lendário goleiro Edwin van der Sar se irritava com barulho e gritos no ônibus, sempre que o time vibrava ou pedia ajuda — mas nada que impedisse a confraternização virtual dos craques.
