Analisado no PlayStation VR2
Conhecida no cenário gamer pelo jogo “The Room VR” e também pelos jogos para celular de mesmo nome, mas sem ser VR. A Fireproof Games dessa vez traz para o PlayStation VR2 uma história cheia de mistério sobrenatural envolvendo fantasmas, investigação, e muitos puzzles com gráficos muito bonitos, mas será que tudo isso basta para você entrar nessa Cidade Fantasma?
A história
Edith Penrose vive em Londres e é uma bruxa caça fantasmas que ajuda espíritos inquietos a descansarem em paz, ao mesmo tempo que faz isso, ganha a vida “limpando” lugares mal-assombrados. Sua agência de detetives paranormais conta com ajuda de sua colega de apartamento que cria várias geringonças para ajudar Edith, mas o que mais conta mesmo são os poderes paranormais que ela possui.
O mundo de Edith vira de ponta cabeça após seu irmão Adam desaparecer misteriosamente, mas felizmente uma nova pista aparece e a leva para uma ilha remota na Escócia, onde encontra Angela, daí pra frente vários mistérios a esperam.
Essa temática me faz lembrar de um seriado chamado Ghost Whisperer estrelado por Jennifer Love Hewitt, então já fica minha dica aqui caso você goste desse tema.
Se você jogou “The Room VR” vai notar uma semelhança gráfica muito grande com esse novo jogo da Fireproof, óbvio que alguns anos de evolução tecnológica fazem com que Ghost Town seja muito mais envolvente e detalhado que The Room, pois traz uma variedade muito maior de cenários, detalhes e aqui podemos mover nossa personagem pelos cenários, em The Room tínhamos pontos específicos que éramos transportados, resolvíamos o puzzle e pronto.
Apesar do jogo estar reprojetado no PSVR2, os gráficos aqui são muito limpos e bonitos, os cenários são cheios de objetos, detalhes e alguns “easter eggs” para serem admirados e relembrados, principalmente por quem jogou The Room. Infelizmente a maioria dos objetos que encontramos não podemos interagir, nossas mãos simplesmente desconhecem a física e passam por eles como se fossemos fantasmas. O jogo apresenta um pouco de serrilhado em algumas partes, mas no geral os efeitos de iluminação são ótimos, tirando a luz da lanterna que é um pouco forte e acaba ofuscando objetos que estão muito perto.
A fotografia dos cenários são muito boas mas o jogo traz bastante limitação até onde podemos chegar, sempre colocando objetos que muitas vezes são fáceis de serem retirados por uma pessoa, mas aqui só servem de barreira mesmo, além disso temos a limitação quando estamos em uma cena com algum outro personagem pois se não temos uma barreira física existe uma barreira invisível que nos impede de chegar perto deles e caso tentamos ultrapassar essa barreira o jogo nos manda voltar para a área válida. Uma pena, pois, eu gosto de ver os personagens bem de perto.
A jogabilidade é bem simples e intuitiva, e como a maioria dos jogos em VR traz a primeira pessoa como controles principais. E quando eu digo simples me refiro a pegar itens do inventário levar para tal lugar, abrir portas, pegar chaves etc. A única coisa que me incomodou MUITO nesse jogo foi onde colocaram o botão de “correr” pois na grande maioria dos jogos o botão de correr fica no L3, mas em Ghost Town tiveram a brilhante ideia de colocar no R3, sim o mesmo botão que você usa para virar a câmera, não sei vocês mas eu odeio ter que segurar o botão e tentar virar minha personagem para o caminho certo usando o mesmo analógico, pra mim isso não faz sentido algum. Testem e me digam se isso é normal isso pra vocês.
O som do jogo é muito bom trazendo ótimas vozes para os personagens que vamos encontrando pelo caminho. O idioma aqui é o inglês, e temos legendas em vários idiomas, mas infelizmente não no nosso querido português, o que afasta muito o público brasileiro e eu assino em baixo nisso, portanto decidi que sempre que um jogo não tenha o idioma em português automaticamente ele perderá meio ponto em minhas análises. A trilha sonora faz sua parte trazendo muitos elementos misteriosos em sua sinfonia, mas não tem nada de especial.
A parte dos puzzles ficou um pouco aquém das minhas expectativas, pois geralmente encontramos enigmas que são muito fáceis de decifrar e raramente você vai ficar travado em algum deles pois assim como em The Room, Ghost Town também oferece dicas caso você queira, mesmo assim acredito que a maioria das pessoas consigam finalizar o game em pouco mais de 3 ou 4 horas já pegando todos os itens colecionáveis do jogo que são poucos. Falando nisso, não temos um troféu de platina assim como The Room também não tinha.
Particularmente eu adoro esse tipo de jogo onde não tenho monstros me perseguindo toda hora, onde não preciso ficar me escondendo e posso resolver os quebra-cabeças no meu tempo,
Conclusão final
Ghost Town é basicamente uma aventura interativa cheia de mistério e puzzles com uma narrativa muito presente e focada nas personagens e em seus cenários, infelizmente o jogo não traz legendas em português, e nem tantos colecionáveis e troféus para termos que jogá-lo novamente. Mesmo com alguns problemas minha nota é alta pois gosto muito da temática e de resolver puzzles, mesmo que eles sejam muito fáceis.
