The Last Case of John Morley – Uma jornada Noir | Análise

Analisado no PlayStation 5


The Last Case of John Morley é o mais novo produto da Indigo Studios, que em parceria com a Jandusoft desenvolveram um jogo de detetive com aspectos de Sherlock Holmes, com a promessa de furar a bolha com criatividade e conceito, apostando em características de terror e focando no suspense.

No game controlamos o nome do título, John Morley, um homem que esteve internado por um período, em virtude de graves ferimentos. Quando recuperado, decide voltar às atividades de investigação quando uma mulher o contrata para investigar um caso de 2 décadas atrás. Completamente atraído pelo caso, ele parte em direção a uma antiga mansão abandonada que foi cenário de um grave crime. Seu objetivo é identificar o criminoso e inocentar pessoas que injustamente foram enviadas a prisão. Entretanto, essa caçada não será nada fácil.

O game não demora a apresentar as pistas e elas começam a fazer sentido, conectando os eventos a alguém bastante perigoso e isso coloca John em alerta, fazendo-o entender que este pode ser seu último caso, ao menos em vida. Com estética Noir bem elaborada, The Las Case Of John Morley explora uma narrativa investigativa focada em três áreas centrais, em busca da resolução de um caso de assassinato, porém, sem grande aprofundamento no desenvolvimento como um todo.

O que quero dizer é que o game tem uma visível preocupação com entregar puzzles bem elaborados, porém escorrega quando tenta contar uma história coerente e associar isso a uma jogabilidade fluída, que acaba evidenciando uma certa deficiência no contexto geral. Infelizmente, o game é bem curto, levando no máximo 3 horas para finalizar. Com isso, ele acerta muito no fator acessibilidade, pois não apresenta nenhum desnivelamento de dificuldade, oferecendo uma experiência agradável no simples, pois é impossível se sentir perdido no mapa, mesmo que haja diversas possibilidades no caminho.

Tecnicamente, precisamos apenas andar, entrar em portas fechadas, encontrar outras abertas, resolver enigmas simples para destrancar a porta que antes estava fechada. O primeiro local é limitado, o segundo já evolui na complexidade em função dos puzzles e já no terceiro é necessário um maior esforço cognitivo, mas não é nada que ultrapasse cinco minutos para solucionar.

A atmosfera do jogo se destaca por meio da narrativa em primeira pessoa, nos levando automaticamente para ambientações Noir que servem de fundo para enredos de investigação, refletindo um conceito mais rebuscado no que diz respeito a construção artística e técnica.  Isso é refletido na direção visual e gráfica que o jogo possui, com bons esquemas de iluminação e texturizações. O zelo técnico contribui para uma experiência satisfatória, com desempenho além do esperado, ofertando uma estabilidade gráfica e sonora que prendem nossa atenção do começo ao fim.

The Las Case of John Morley é um jogo que se basta! Entrega apenas o prometido, sem alardes, sem aprofundamento. A preocupação do game é entregar uma boa história e nada mais e isso segue uma linha tênue entre o que é suficiente e o tédio. Mas de modo geral, ele possui uma história curiosa, sem enrolação e constrói com o jogador, uma atmosfera peculiar e cativante. É um bom jogo, porém não passa nem perto de ser o melhor do gênero.

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