Logitech G305 – O “padrão” dos mouses que esqueceu de quem tem mão grande | Análise

Perde pontos pelo desconforto físico, peso e até pilha em sessões longas

Produto fornecido pela Logitech G


O G305 é aquele mouse que eu queria muito amar pelo custo-benefício, mas ele simplesmente não me deixa. Ele é o clássico mouse de entrada da Logitech: sem fio, bateria que dura meses e uma construção que aguenta o tranco. Mas, para o meu tipo de uso, e principalmente para o tamanho da minha mão, ele é um bom “quebra-galho”.

O problema dos “dedos órfãos”

A ergonomia desse mouse para quem tem mãos compridas é complicada. O shape dele é oval e as laterais não oferecem nenhum suporte. O resultado? Meus dois dedos de fora (anelar e mindinho) ficam completamente perdidos. Não tem um descanso, não tem uma curvatura que os acolha como no meu G502 X ou no MX Master 3. Eles ficam ali, sobrando, ou arrastando no mousepad e criando um atrito que atrapalha o movimento. É aquela sensação estranha de que o mouse acabou, mas a sua mão continua. Para jogar um MOBA onde você precisa de estabilidade, isso incomoda demais.

Performance e o peso da tradição (e da pilha)

O sensor HERO ainda dá conta do recado lindamente. O Lightspeed é aquela rocha: não cai, não dá lag, é perfeito. Mas o uso da pilha AA é uma faca de dois gumes. Se por um lado é prático nunca precisar de cabo, por outro, o peso fica todo concentrado na traseira. Num mouse tão pequeno, esse desequilíbrio, somado à falta de lugar para os dedos, deixa a pegada muito instável.

Veredito: Rei do custo-benefício, mas com ressalvas

Ele é um mouse honesto, mas hoje a concorrência está batendo forte.

O G305 é um tanque de guerra, mas o shape de ‘sabonete’ não é muito legal, outro ponto foi o peso desbalanceado com pilhas que podem vir a atrapalhar a jogatina. É um ótimo mouse para deixar na mochila, mas para o meu setup principal, eu preciso de algo que não deixe metade da minha mão de fora.

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