Um dos rumores mais disruptivos do ano surgiu através de Jeff Grubb, do Giant Bomb, que afirmou ter recebido relatos de que Gran Turismo 7 possui uma build funcional rodando no hardware do Nintendo Switch 2. Grubb, conhecido por antecipar movimentos estratégicos da PlayStation, como as datas de State of Play e o lançamento de God of War: Sons of Sparta, ressaltou que, embora a demonstração técnica exista, um lançamento comercial no console da Nintendo ainda é improvável devido ao status de “franquia sagrada” que a série ocupa no portfólio da Sony.
A existência dessa build levanta questões técnicas complexas sobre o propósito da Polyphony Digital em solicitar kits de desenvolvimento da Nintendo, equipamentos notadamente restritos e de difícil obtenção. Uma das teses mais robustas entre especialistas é que o estúdio estaria utilizando o Switch 2 como um benchmark de desempenho para o suposto novo console portátil da própria PlayStation. Como GT7 possui uma versão para PS4, o motor gráfico é altamente escalável, e testá-lo em um hardware equivalente ao Switch 2 forneceria dados vitais para a Sony otimizar seus próprios dispositivos portáteis de última geração.
Apesar da viabilidade de processamento, barreiras ergonômicas e periféricas são obstáculos reais para um port definitivo. O ecossistema Nintendo tradicionalmente não oferece gatilhos analógicos nativos (essenciais para a modulação de aceleração e frenagem em simuladores) nem suporte robusto a ecossistemas de volantes profissionais. Remover Gran Turismo da exclusividade absoluta do PlayStation, lembrando que a IP é uma das poucas que sequer migrou para o PC até agora, representaria uma mudança sísmica na política de “consolidação de ecossistema” defendida pela Sony.
Para os investidores, a ideia de portabilidade para o Switch 2 é tentadora devido à escala massiva da base instalada da Nintendo, mas o risco de diluir o valor de marca do PlayStation como “o lar da simulação definitiva” é elevado. Se confirmada, a build funcional serve, no mínimo, como uma prova de conceito de que a arquitetura do motor gráfico da Polyphony Digital está pronta para uma era de mobilidade total, independentemente do hardware final.
