Uma das atualizações mais importantes desde o lançamento do PlayStation 5 Pro começou a ser distribuída: a nova versão do PSSR, a tecnologia de upscaling da Sony que agora estreia em Resident Evil Requiem. O objetivo é claro: entregar imagem em alta resolução com performance estável, algo que o PS5 Pro ainda devia a parte da sua base de jogadores.
O PSSR é a resposta da Sony ao DLSS da Nvidia, utilizando machine learning para reconstruir a imagem em resoluções mais altas sem sacrificar taxa de frames. A versão atualizada foi anunciada no ano passado e é baseada no AMD FSR4, fruto da iniciativa conjunta no Project Amethyst entre Sony e AMD.
No novo post publicado no site oficial, o arquiteto de sistema Mark Cerny confirmou que Resident Evil Requiem é o primeiro jogo a usar o PSSR aprimorado no PS5 Pro. Ele também revelou que, em março, outros títulos existentes receberão suporte à nova versão, com uma opção no sistema permitindo alternar entre o PSSR antigo e o novo em jogos compatíveis.
Cerny explica que essa iteração do PSSR não é apenas uma evolução incremental: ela muda tanto a abordagem da rede neural quanto do algoritmo como um todo, com mais seis meses de refinamento voltados especificamente para o PS5 Pro. Na prática, a promessa é reduzir artefatos, melhorar nitidez e aproximar ainda mais a imagem do 4K nativo.
O contexto dessa atualização é sensível. Lançado em 2024, o PS5 Pro já conta com mais de 50 jogos atualizados com melhorias visuais e de performance. Porém, logo após a estreia do console, muitos jogadores criticaram a qualidade do PSSR em alguns títulos, alegando que, em certos casos, a imagem parecia pior do que no PS5 base, o que gerou desconfiança em torno da tecnologia.
A análise técnica mais recente do Digital Foundry sobre Resident Evil Requiem indica que o cenário mudou. Segundo o grupo, o novo PSSR é “de verdade”: no modo com ray tracing, o jogo é reconstruído para 4K a partir de uma base um pouco acima de 1080p, mantendo 60fps e entregando detalhes finos bem definidos, como costuras em roupas e textos pequenos em placas.
Além disso, destacam ainda que a clareza das bordas melhora de forma significativa, resultando em uma saída que se comporta como um 4K de alta qualidade, alinhando-se finalmente à promessa original da Sony para o PS5 Pro. O ruído observado em algumas cenas com ray tracing, segundo eles, não é culpa do PSSR, mas sim da solução de denoising da Capcom e o mesmo efeito é visto no PC usando DLSS 4.5 ou FSR4.
