Dreams of Another – Entrega uma experiência artística e sensorial fora do padrão | Análise

Analisado no PlayStation 5


Dreams of Another chega ao PlayStation 5 e PC como um daqueles jogos que fogem completamente da fórmula tradicional. Em vez de apostar em ação frenética ou progressão baseada em desafios clássicos, o título mergulha em uma proposta filosófica, artística e sensorial, colocando o jogador dentro de uma experiência única.

O jogo mistura exploração, narrativa abstrata e mecânicas experimentais, criando algo que lembra mais uma obra interativa do que um videogame convencional. Isso faz com que ele seja ao mesmo tempo extremamente original e potencialmente divisivo. (Não é para todos os públicos)

Um dos pontos mais marcantes de Dreams of Another é sua direção de arte extremamente estilizada. Os cenários parecem pinturas digitais em constante transformação, com partículas, fragmentos e efeitos de luz que criam a sensação de estar dentro de um sonho instável. Em vários momentos, o jogo usa distorções visuais, transições suaves e efeitos de profundidade para reforçar a atmosfera surreal. Joga-lo em uma TV acima de 50 polegadas é um deleite

No PS5, o game roda com excelente estabilidade e apresenta Iluminação dinâmica com forte uso de contraste (exagerado as vezes). Efeitos de partículas que lembram tinta ou poeira cósmica, Design visual que mistura arte abstrata com paisagens surrealistas. Não é um jogo que impressiona pela quantidade de polígonos, mas sim pela identidade visual extremamente marcante.

A trilha sonora funciona quase como um guia emocional da experiência, Ela mistura: Ambientes sonoros etéreos, Tons eletrônicos suaves, Sons ambientais que reagem às ações do jogador. O resultado é uma experiência que lembra jogos contemplativos como Journey, onde o áudio é parte fundamental da narrativa.

A proposta central do jogo gira em torno de uma ideia simples, porém poderosa de que “Não existe criação sem destruição.” Esse conceito é explorado através das mecânicas do jogo e por meio de fragmentos narrativos espalhados pelos cenários, e a história não é contada de forma direta.

Essa abordagem lembra jogos narrativos experimentais como Inside, onde grande parte da interpretação fica nas mãos do jogador.

Apesar de apresentar elementos de tiro, Dreams of Another definitivamente não é um FPS tradicional. A mecânica principal envolve interagir com o ambiente de formas que transformam o cenário, criando ou revelando novos caminhos e isso gera uma jogabilidade mais próxima de resolução de pequenos puzzles ambientais

O ritmo é deliberadamente lento, incentivando o jogador a observar os cenários e refletir sobre o que está acontecendo e quem espera algo parecido com a ação sobrenatural de Control provavelmente vai estranhar bastante.

O fator replay não é o foco do jogo, mas ele existe em alguns aspectos como Possíveis segredos escondidos nos cenários dentre outras situações. A maioria dos jogadores provavelmente terá uma experiência única e marcante, com duração média entre 7 e 9 horas.

Dreams of Another é o tipo de jogo que não tenta agradar todo mundo e justamente por isso ele se destaca. É uma experiência que mistura arte digital, filosofia e exploração, criando algo que se aproxima mais de uma instalação interativa do que de um videogame tradicional.

Se você gosta de jogos contemplativos como Journey ou narrativas enigmáticas como Inside, existe uma grande chance de achar essa experiência fascinante, já quem procura combate intenso, progressão clássica ou desafios mecânicos, provavelmente vai preferir algo mais direto como Control.

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