A Sony Interactive Entertainment vai enfrentar um processo legal de 2,3 bilhões de euros, acusada de gerir um monopólio digital através da PlayStation Store. A queixa alega que a empresa abusa da sua posição dominante ao obrigar que jogos e conteúdos adicionais digitais para PlayStation sejam vendidos exclusivamente pela sua própria loja. Isso permitiria à Sony controlar os preços e, em muitos casos, praticar valores superiores aos das versões físicas.
Em defesa, a Sony afirma que investiu anos e bilhões em uma plataforma de gaming integrada que beneficia os consumidores, num mercado que considera altamente competitivo, onde Xbox e Nintendo adotam modelos semelhantes nas suas lojas digitais. A empresa acrescenta que a venda de jogos e DLC digitais não gera lucros “excessivos” e que o processo ignora completamente os custos de criar e gerir a PlayStation Store, bem como os custos gerais do negócio PlayStation e o valor da marca.
Do outro lado, cerca de 12 milhões de pessoas no Reino Unido acusam a companhia de impedir preços mais competitivos ao bloquear lojas de terceiros e de traçar preços digitais abusivos. O caso vai agora tentar provar em tribunal se o modelo fechado da PlayStation Store é apenas prática normal do setor ou se configura, de fato, um monopólio digital prejudicial para os consumidores.
