Rockstar enfrenta denúncias de crunch pesado na reta final de GTA 6

Depoimentos no Glassdoor falam em prazos impossíveis e impacto severo na saúde mental.

Destaques sobre crunch em GTA 6

  • A Rockstar e a Take‑Two tentam evitar um novo adiamento de GTA 6, mantendo a data de 19 de novembro.
  • Relatos recentes no Glassdoor descrevem dias caóticos e trabalho forçado, mesmo em avaliações positivas.
  • Um Analista de Qualidade na Índia afirma que chefias exigem que trabalho de 6 meses seja feito em 2–3 meses.

A Rockstar e a Take‑Two estão a fazer de tudo para que GTA 6 não seja adiado pela terceira vez e cumpra a data de lançamento marcada para 19 de novembro, ao ponto de Strauss Zelnick, diretor da Take‑Two, brincar que muita gente vai meter “baixa médica” nesse dia só para jogar.Mas essa corrida final está cobrando caro dos trabalhadores. Nos últimos dias surgiram novos relatos no Glassdoor, plataforma onde funcionários avaliam empresas de forma anônima, descrevendo um cenário de crunch pesado.

Em 30 de abril, um ex‑testador de jogos em Washington DC deu 5 estrelas à Rockstar, elogiando a tecnologia e os projetos, mas admitindo “dias caóticos” e muito trabalho forçado. Já em 1.º de maio, um Analista de Qualidade da Rockstar na Índia avaliou a empresa com apenas 2 estrelas, dizendo que, embora haja comida grátis e o prestígio de trabalhar no jogo “mais esperado do mundo”, os prazos são considerados impossíveis: segundo ele, as chefias exigem que trabalho de 6 meses seja comprimido em 2 ou 3 meses.

Para cumprir essas metas, o relato aponta para horas extra obrigatórias sem pagamento, pessoas trabalhando até às 3 da manhã e a sensação de que reclamar com os chefes não muda nada. O funcionário fez ainda um apelo direto à gestão, afirmando que as últimas semanas destruíram a sua saúde mental e pedindo mais calma, lembrando que “também somos humanos”.

Esse quadro surge após um período já conturbado na Rockstar: no final do ano passado, a empresa despediu vários funcionários no Reino Unido e no Canadá, acusando-os de revelarem segredos. Os trabalhadores alegaram que o objetivo real era enfraquecer sindicatos, mas um tribunal inglês acabou por não lhes dar razão.

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