Destaques – Parcerias externas da Fellowship Entertainment
- Nova unidade de licenciamento: a futura Fellowship Entertainment criará uma área dedicada a licenciar IPs para jogos, filmes e outras mídias, buscando aumentar a receita com parcerias externas.
- Grandes e “adormecidas” franquias: além de Tomb Raider, The Lord of the Rings, Metro e Dead Island, a empresa quer trabalhar mais ativamente com IPs como Saints Row, Legacy of Kain, Deus Ex, Thief, TimeSplitters e Red Faction.
- Dark Horse como peça transmedia: a Dark Horse passa a integrar operacionalmente a unidade de IP & Licensing, usando sua experiência em coproduzir filmes e séries para levar mais dessas franquias para cinema e TV.
A Embracer Group detalhou melhor o que pretende fazer com suas grandes franquias depois da reestruturação anunciada esta semana. A companhia afirmou que a nova gestora de suas principais IPs — a futura Fellowship Entertainment — vai “explorar mais ativamente” parcerias externas para séries como Legacy of Kain, Saints Row, Deus Ex e TimeSplitters, entre muitas outras.
Na quarta-feira, a Embracer confirmou seus planos de se dividir em duas empresas públicas a partir do ano que vem, com a Fellowship Entertainment assumindo o papel de nova “casa” de IPs como Tomb Raider e The Lord of the Rings, além de outras franquias de peso. Como parte desse processo, a Fellowship vai criar uma nova unidade de negócios focada em licenciamento de IP, com o objetivo de aumentar a receita permitindo que parceiros externos usem suas marcas em jogos, filmes e outras áreas de entretenimento.
Em carta aos acionistas, Lars Wingefors, presidente do conselho da Embracer Group, explicou que a Fellowship vai intensificar o trabalho com parceiros em torno de suas muitas IPs. Isso inclui tanto as franquias mais famosas quanto marcas que hoje estão mais adormecidas.
De um lado, estão as gigantes de sempre, como:
- Tomb Raider
- The Lord of the Rings / Middle-earth
- Metro
- Dead Island
Wingefors também citou IPs AAA importantes que, segundo ele, têm grande potencial para novos investimentos e parcerias, como:
- Kingdom Come: Deliverance
- Dead Island
- Darksiders
- Remnant
- a série licenciada Metro
Mas o plano não para nas “cabeças de cartaz”. Ele diz que, além das maiores IPs, a Fellowship vai explorar de forma mais ativa parcerias externas em torno de um catálogo de outras marcas bem conhecidas, incluindo:
- Saints Row
- Legacy of Kain
- Deus Ex
- Red Faction
- The Mask
- Thief
- TimeSplitters
e “muitas outras”.
Na prática, isso significa que a nova empresa estará aberta a licenciar essas marcas para outros estúdios e produtoras, em vez de depender apenas de desenvolvimentos internos. A ideia é multiplicar as oportunidades de novos projetos usando IPs que, em alguns casos, estão paradas há anos.
Outro ponto importante é o papel da Dark Horse. Wingefors confirmou que a empresa passará a operar dentro da nova unidade de IP & Licensing da Fellowship. Com um histórico longo de coproduções de filmes e séries com parceiros em Hollywood, a Dark Horse deve ser peça-chave para levar mais dessas franquias para cinema e TV, em iniciativas transmedia.
Esse movimento chama atenção justamente porque a própria Embracer foi responsável por cancelar projetos e fechar estúdios ligados a algumas dessas IPs. O reboot de TimeSplitters, que estava sendo desenvolvido pelos criadores originais da série, foi cancelado. O estúdio de Saints Row foi fechado em meio ao corte de custos. E um novo jogo de Deus Ex também teria sido cancelado, segundo relatos.
Por outro lado, há sinais de vida em algumas dessas marcas. Legacy of Kain, por exemplo, voltou a aparecer recentemente: a Crystal Dynamics lançou um remaster e um novo spin-off 2D, mostrando que ainda existe interesse — tanto da empresa quanto da comunidade — em revisitar esse universo.
O recado da Embracer com a criação da Fellowship e dessa nova unidade de licenciamento é claro: em vez de deixar IPs valiosas pegando poeira, a companhia quer transformá-las em oportunidades de negócio com parceiros mundo afora, seja em novos jogos, seja em filmes, séries ou outros formatos de mídia, tentando extrair mais valor de um catálogo enorme e historicamente subaproveitado.
