Justin Truman, um veterano da Bungie e figura central na gestão de Destiny 2 durante vários anos, está de saída do cargo de líder do estúdio, aproximadamente 11 meses depois de ter sido nomeado para substituir Pete Parsons em agosto de 2025.
Truman assumiu o comando da Bungie após duas décadas de liderança de Parsons, com uma missão clara: “apoiar e trabalhar ao lado de todos os membros da equipe que continuam a dedicar-se de alma e coração a estes mundos.” Na altura, o executivo dizia que estavam a “trabalhar arduamente em Marathon e Destiny”, numa fase em que a Bungie tentava recuperar fôlego no segmento de jogos como serviço.
Segundo informação avançada por Jason Schreier, jornalista da Bloomberg, Truman vai deixar a Bungie, embora ainda não tenha sido comunicado publicamente quem ficará no seu lugar. Esta mudança acontece num contexto particularmente difícil para o estúdio:
- Destiny 2 não conseguiu inverter a tendência de queda em envolvimento e receitas, apesar de updates e expansões.
- Marathon, o novo projeto de extração shooter, não está conquistando jogadores nem a gerar entusiasmo suficiente, segundo vários relatos de bastidores.
Face a isto, é possível que a Sony, que adquiriu a Bungie com grande expectativa em torno do seu know-how em live service, tenha decidido que Truman não conseguiu cumprir os objetivos traçados para estabilizar Destiny 2 e transformar Marathon num novo pilar da estratégia.
Em 2025, a própria Sony já tinha deixado claro que o plano de longo prazo passava por, eventualmente, integrar a Bungie de forma mais direta na PlayStation Studios, reduzindo a independência que o estúdio inicialmente manteve após a aquisição. Esse movimento ganha ainda mais força depois de:
- um enorme rombo financeiro associado a resultados abaixo do esperado,
- e uma série de decisões questionáveis em conteúdo, calendário e gestão de comunidade, que terão custado bastante dinheiro à Sony.
Com a saída de Justin Truman, a Bungie entra novamente numa fase de incerteza sobre a sua liderança e o rumo de Destiny e Marathon. Ao mesmo tempo, a Sony ganha mais margem para intervir e apertar o controle sobre o estúdio, aproximando-o da estrutura tradicional da PlayStation Studios e tentando proteger o investimento feito num dos nomes historicamente mais importantes do gênero shooter.
