Hard Bullet – Física impressionante no PSVR2, mas falta algo para ir além | Análise

Versão Testada: PlayStation VR2

Fading Echo

Disponível em:
PlayStation VR2, PC VR, Meta Quest 3/3S/Pro
Lançamento:
22/out./2020 (PC) | 29/set./2026 (PSVR2)
Gênero:
Ação, Simulação
Estúdio / Editora:
GexagonVR
Cópia digital cedida pela GexagonVR para fins de análise.

Quando comecei a jogar Hard Bullet no PSVR2, confesso que fiquei bastante impressionado com o que encontrei. O jogo é bonito, as armas são muito bem detalhadas e a física realmente chama atenção. Você consegue interagir com os inimigos de várias maneiras e criar algumas cenas de ação bem interessantes.

Mas não demorou muito para eu perceber que talvez Hard Bullet não fosse um jogo para mim.

E o principal motivo é justamente o seu sistema de ondas de inimigos.

O jogo até tenta oferecer algumas alternativas.

Temos o modo Ride, o Sandbox e o City, que ainda estava em beta. No Sandbox, por exemplo, você pode simplesmente brincar com as armas, a física e todas as possibilidades que o jogo oferece.

E aqui está, para mim, uma das grandes qualidades de Hard Bullet.

A física é muito boa e a câmera lenta permite criar momentos que parecem aqueles filmes de ação exagerados. Você pode pegar uma arma, interagir com os inimigos e experimentar diferentes formas de combate.

Só que, depois que essa novidade passa, eu começo a me perguntar: “Tá, mas o que eu faço agora?”

Falta uma história, faltam objetivos mais claros e, principalmente, falta aquela sensação de progressão que me faça querer continuar jogando.

E isso acaba pesando ainda mais porque o jogo é visualmente muito competente.

Os gráficos são limpos, as armas são detalhadas e a ambientação tem potencial. É aquele tipo de jogo em que você consegue perceber que existe uma boa base, mas parece que faltou alguma coisa para transformar essa base em uma experiência mais completa.

Também encontrei alguns bugs durante a jogatina e algumas situações estranhas, principalmente envolvendo os personagens. A escala de alguns NPCs, por exemplo, me incomodou bastante, porque em realidade virtual qualquer problema desse tipo fica muito mais perceptível.

A trilha sonora também não foi algo que me agradou muito. Aquele estilo mais “puts, puts” combina com a ação, mas particularmente não é o tipo de música que me empolga.

No fim das contas, Hard Bullet acabou sendo uma experiência curiosa para mim.

Eu consigo enxergar claramente as qualidades do jogo, principalmente na parte visual e na física. Só que o formato baseado em ondas de inimigos acaba sendo justamente aquilo que mais me afasta da experiência.

Se você gosta desse tipo de jogo e procura um playground para testar armas, física, câmera lenta e criar suas próprias cenas de ação, provavelmente vai encontrar bastante coisa para explorar.

Agora, se você é como eu e não curte ficar enfrentando ondas e mais ondas de inimigos sem uma história ou objetivo que conduza a experiência, provavelmente vai sentir a mesma falta de propósito que eu senti.

No meu caso, ficou aquela sensação de: “Esse jogo poderia ser muito mais.”

No final, Hard Bullet tem boas ideias e um potencial enorme, mas para o meu gosto acaba ficando limitado justamente por apostar tanto em um estilo de jogo que eu particularmente não curto.

Veredito Gamers & Games:

Nota Final
6.5
/ 10

Hard Bullet apresenta gráficos bonitos, armas detalhadas e uma física que permite criar cenas de ação interessantes no PSVR2. Entretanto, a repetição das ondas de inimigos, a falta de objetivos claros e alguns problemas técnicos limitam a experiência. É uma opção para quem procura um playground de ação em realidade virtual.

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