Destaques da Notícia:
- Plataforma 100% brasileira integra catálogo com mais de 8 mil animes, guia de transmissões oficiais e suporte para importar dados do MyAnimeList.
- Sistema traz reações personalizadas, comentários com filtro anti-spoiler e métricas voltadas ao comportamento da comunidade nacional.
- Com mais de 10 mil usuários nas primeiras semanas, o serviço já oferece versão instalável via navegador e planeja app nativo.
Desenvolvida com foco no público brasileiro, a plataforma ANIQuim foi lançada com a proposta de centralizar a experiência de quem acompanha animações japonesas no país. Criado por Ana Lima e Hugo Machado, o projeto combina catálogo informativo, ferramentas de organização pessoal e interação comunitária em um único ambiente totalmente em português, suprindo a carência de opções locais frente aos serviços globais em inglês.
Organização de listas e dados orientados pela comunidade
O nome da plataforma une os termos anime e tupiniquim, refletindo sua proposta de identidade nacional. Um dos principais recursos do ANIQuim é a gestão de listas individuais, na qual as obras podem ser organizadas nas categorias “Quero Ver”, “Assistindo”, “Terminei”, “Pausei” e “Desisti”. Além de registrar episódios assistidos, atribuir notas e salvar favoritos, os usuários contam com reações personalizadas como “Bombando”, “Amei”, “Deu sono” e “Lento”, além da seção “Impressões”, voltada a comentários breves sobre séries ou episódios com proteção nativa contra spoilers.
Todas essas interações geram dados para a comunidade, alimentando um Top 100 e métricas comportamentais sobre as produções mais queridas ou abandonadas no país. Para facilitar a migração de quem já utiliza outras ferramentas, o sistema inclui a função “Importar lista”, compatível com o MyAnimeList.
“A gente queria criar um espaço que também sentia falta como fã. Um lugar em português onde fosse fácil descobrir um novo anime, organizar o que estamos assistindo e, ao mesmo tempo, entender o que outras pessoas daqui estão achando. Queremos que o ANIQuim tenha a cara da comunidade brasileira e evolua junto com ela”, afirma Ana Lima, cofundadora da iniciativa.
Hugo Machado complementa: “A gente gosta muito de números e de organizar as coisas, mas não queríamos que o ANIQuim fosse apenas mais uma lista. A ideia é usar esses dados para mostrar o gosto da nossa própria comunidade: quais são os clássicos para o público brasileiro, o que todo mundo está vendo agora, quais títulos surpreenderam e até aqueles que muita gente começou e abandonou. É uma maneira de transformar milhares de experiências individuais em um retrato de como o Brasil acompanha anime”.
Catálogo curado e programação semanal
Para quem acompanha exibições simultâneas, o portal disponibiliza uma grade semanal que detalha os dias de estreia dos novos episódios e onde assisti-los legalmente em território nacional. O acervo conta com mais de 8,5 mil animes cadastrados sob curadoria manual, reunindo sinopses e títulos adaptados para o português, trailers, estúdios, fichas de personagens, direção e sistemas de filtros para refinamento de busca.
A ferramenta também integra conteúdos produzidos pela comunidade nacional, incorporando episódios de podcasts temáticos dedicados a cada anime, com direcionamento para parceiros como o MDA – Mundo dos Animes.
Métricas de estreia e planos de expansão
Em suas primeiras semanas de operação, o ANIQuim registrou 10 mil usuários ativos/sessões e 114 mil visualizações de página. A base de dados já contabiliza mais de 100 mil marcações de obras concluídas, 6,6 mil animes sendo acompanhados simultaneamente e 44 mil adições às listas de futuras visualizações.
O cronograma da equipe prevê ampliação constante do catálogo, novas parcerias com criadores e a criação de um aplicativo nativo. Atualmente, os usuários já podem utilizar a versão web app acessível pelo navegador através do endereço aniquim.com.br/app. O acesso ao serviço é gratuito pelo site aniquim.com.br.
