Hopetown anuncia pré-alpha em 90 dias e certificação anti-IA generativa

Destaques da Notícia:

  • Longdue libera pré-alpha jogável de Hopetown em até 90 dias para apoiadores Visionary e Builder do Kickstarter.
  • Build traz mais de 300 mil palavras de diálogo, cerca de 5 horas de gameplay, 8 interiores, 40 NPCs e 10 side quests.
  • Estúdio lança política anti-IA generativa com o Certificate of Human Creation (CHC) e libera template para outros estúdios adotarem.

A Longdue definiu o calendário do pré-alpha jogável de Hopetown, cRPG com parte da equipe de Disco Elysium por trás. O acesso fica reservado aos dois tiers mais altos do Kickstarter, Visionary e Builder, e a campanha segue ativa até 1º de novembro. Em paralelo, o estúdio divulga uma política anti-IA generativa e um sistema próprio de certificação de criação humana.

O que o pré-alpha traz

A build de teste reúne mais de 300 mil palavras de diálogo, cerca de 5 horas de gameplay, 8 interiores, parte de uma cidade externa explorável, 2 companheiros recrutáveis, 40 NPCs, 8 minutos de música e 10 side quests, além do Prólogo e do Capítulo 1 da quest principal. Sistemas como publicação, entrevista e coleta de evidências aparecem em versões iniciais, abertas a retorno direto dos apoiadores. A seleção de gênero do protagonista não entra nesta fase — está prevista apenas para o jogo final.

O estúdio vai montar estruturas amplas de feedback para que os apoiadores enviem informações detalhadas, agregadas depois na iteração e melhoria de aspectos centrais do gameplay. A Longdue já aplicou retorno da comunidade para reformular o estilo artístico do jogo, tema de um vídeo recente, e agora busca retorno em jogo para refinar ainda mais.

Kickstarter: tiers, prazos e acesso

Dois novos tiers entram na campanha por tempo limitado. O Quicksilver Edition abre 500 vagas para novos apoiadores e garante acesso ao jogável em até 90 dias, tier Builder, um traje exclusivo dentro do jogo e o nome do apoiador em um jornal do game — tudo isso até 1º de novembro ou enquanto durarem as 500 cópias. Já o Quicksilver Art Patron, restrito a 15 novos apoiadores, acrescenta um retrato desenhado à mão pela equipe de arte de Hopetown e mantém os demais benefícios do Quicksilver Edition.

O pré-alpha sai para todos os novos apoiadores Visionary e Builder em até 90 dias após o encerramento da campanha — ou seja, no máximo em janeiro de 2027, via Steam, por tempo limitado e voltado à coleta de feedback. Quem já era Builder ou Visionary em 15 de outubro de 2026 recebe o jogável até 1º de dezembro de 2026.

Política anti-IA generativa e Certificate of Human Creation

O estúdio também publica uma política anti-IA generativa, disponível na íntegra no site oficial de Hopetown. O documento compromete a Longdue a não usar IA generativa na criação de arte do jogo e lista exemplos de atalhos usados no desenvolvimento desse tipo de game com GenAI, com o paralelo humano real de cada um. Além disso, define o processo pelo qual a prova humana é registrada em etapas de criação de arte, escrita e música, documentando o trabalho iterativo de pessoas em vez de IA — o que o sistema chama de Certificate of Human Creation (CHC). A ideia é proteger empregos e manter a GenAI fora da arte.

O template e os processos por trás do CHC serão liberados para que outros estúdios adotem a certificação em seus próprios projetos, e a Longdue convoca o setor a criar um conselho independente que supervisione o CHC no longo prazo.

O universo de Hopetown

O jogo se passa na ilha mineradora ficcional de Eastern Entre, décadas depois de “The Flare”, uma ejeção de massa coronal que fritou todos os eletrônicos e dispositivos de comunicação do planeta. Foi ali que a De Luna Corporation desenterrou o Quicksilver, substância capaz de reconectar o mundo. O jogador veste a pele da jornalista recém-formada Zola, investigando e reportando os eventos que se desenrolam após uma tempestade interromper as operações de mineração. A trama mergulha no submundo da ilha e escala as torres corporativas de vigilância.

Há três classes distintas: Correspondent, a jornalista investigativa; Columnist, a fashionista cultural que decide o que está dentro e o que está fora; e Gonzo, a voz sensacionalista que diz qualquer coisa para fisgar leitores. O jogador molda antecedentes e gênero do personagem para compor uma narrativa própria, e as histórias que conta — e como as conta — definem a trama de Hopetown, afetando relacionamentos, a posição entre as facções da ilha e o mundo além.

Hopetown reúne vários nomes que passaram por Disco Elysium: Martin Luiga, líder narrativo e fundador da ZA/UM, a roteirista e editora Olga Moskvina, Veljo Hagu, primeiro desenvolvedor de software do jogo, e Lenval Brown, o narrador. O projeto está perto de 100 mil wishlists, e o site oficial é hopetowngame.com.

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