Desenvolvido pela Monolith Produtctions e distribuído pela Warner Bros, “Terra-média: Sombras da Guerra” chega às lojas hoje, 10/10, nas plataformas PS4, Xbox One e PC. Sequenciando a jornada de “Terra Média: Sombras de Mordor”, o novo jogo nos coloca novamente no controle do guerreiro Talion, que continua sendo guiado pelo espírito do elfo Celebrimbor. Nessa nova trama um novo anel foi forjado, levando o exército de Sauron em busca de mais poder.
Anteriormente na Terra Média… Seguindo uma linha retrospectiva, ‘Terra Média: Sombras da Guerra” te faz reviver toda dor e sofrimento de Talion, durante os acontecimentos do jogo antecessor. Você visualiza acontecimentos importantes de sua última jornada, com uma visão geral, de tudo aquilo que o motiva e ao mesmo tempo o consome. Um passeio sentimental e desolador é feito, para que você se coloque novamente na pele do guerreiro e se sinta exatamente como ele, podendo assim dar início a sua nova aventura. A intenção dessa introdução é de fazer você se abrir sentimentalmente pro jogo, e de fato, ela consegue. Toda luta, sofrimento, frustração e desespero de Talion, se tornam seus, pra transformar sua experiência ainda mais pessoal.
Talion, o protagonista, é um alpinista habilidoso, capaz de escalar paredes altas e se equilibrar em cordas. A maior parte de sua vida, foi como um Ranger, o que o torna extremamente perigoso, manipulando espadas e punhais, transformando as batalhas em verdadeiras piscinas de sangue. A destreza de Talion durante um ataque furtivo é linda de ver, a leveza e a precisão de uma facada na artéria, é de uma beleza sem precedentes.
Celembrimbor, o elfo falecido que guia e divide o mesmo corpo com Talion, possui forte conexão com seu hospedeiro, devido às suas experiências muito parecidas. Além de armamento físico, Celebrimbor dá a Talion alguns poderes adicionais para que ele possa usar em sua vantagem.
A jogabilidade não é algo surpreendente e inovador. Até porque, a essa altura, é praticamente impossível criar algo que não tenha sido visto antes, e mesmo que criem, sempre terá uma semelhança, mesmo que remota, com esquemas anteriores. Os combates são intensos e frenéticos, você pode intercalar os golpes de espada, empurrões e arco e flecha, tudo com muita agilidade, e comandos que te remetem automaticamente a grandes franquias como Assassin’s Creed, Uncharted e Tomb Raider. Os saltos, as escaladas, e as acrobacias de trapezistas são de tirar o fôlego, e lembram muito os movimentos dos assassinos da Irmandade. Os empurrões e combate corpo a corpo, nos fazem lembrar do ladrão de relíquias, Nathan Drake, mesmo que vagamente. Já os estilosos arco e flecha, nos fazem pensar na jovem Lara, que com muita habilidade, precisão e elegância, derruba os inimigos mais desavisados, à longa distância. Talvez, alguém torça o nariz pra esse sistema de saltos e combate mais simples, mas eu preciso ressaltar, que é graças a essa simplicidade, que o jogo pode ganhar novos fãs e adeptos do game. Talion é extremamente ágil, ele combina suas habilidades de espadachim com invocações espirituais ordenadas por Celebrimbor, como o arco e flecha e outros poderes que você desbloqueia de acordo com seu progresso no game. E é justamente onde o jogo acerta em cheio, com um sistema de combate mais simples, ele torna a jogatina, muito mais atraente, de forma que você se distrai a ponto de não ver a hora passar. A habilidade de interrogar inimigos pra que eles revelem localização, nomes e fraquezas de seus superiores, é extremamente importante e eficaz, dando uma ideia de onde é mais produtivo atacar e quando atacar. Assim como a vantagem oferecida por Celebrimbor, de pular grandes alturas sem sofrer danos, deixa tudo mais fácil, afinal, se você for um jogador estabanado como eu, provavelmente precisará dela, mais de uma vez. E também porque otimiza um tempo precioso, durante o caminho, entre uma quest e outra. Os jogadores mais preguiçosos, (vulgo eu) darão LIKE, porque o mapa é tão grande que te deixará perdido em meio a tantas tarefas, ainda que indique uma direção.
Mesmo com uma jogabilidade fluída, dinâmica e divertida, o visual do game não impressiona. Os cabelos estão esquisitos, uma movimentação suspeita, que na maioria das vezes não condiz com a direção do vento, ou mesmo com as ações dos personagens. Os rostos estão meio travados também, sem muitas expressões. Os Orcs, em contrapartida, estão mais caprichados, mais trabalhados e possuem uma riqueza de detalhes considerável. O restante do cenário é bonito, mas nada surpreendente, fora dos CGs, dá uma caída, mas não é nada que tire o brilho e a qualidade do jogo, que convence, mesmo com uma história rasa, pois sua cadeia de quests e combates quase nunca cansam. Ou seja, o objetivo principal foi cumprido: O jogo entretém!
Seguindo uma linha justa, preciso ressaltar que o jogo poderia ser melhor, visualmente falando, mas não é ruim. ‘Terra Média: Sombras da Guerra” é um jogo que vale a pena tanto pros fãs de “Senhor dos Anéis”, quanto pra quem nunca nem ouviu falar sobre. Esse tipo de RPG, com foco na ação e na sobrevivência, é muito atraente pra possíveis novos fãs, fazendo eles se interessarem por conta de uma diversidade maior, dentro de um gênero que não é conhecido por seu “dinamismo”.
A conclusão que tive com ‘Terra Média: Sombras da Guerra”, é que mesmo com alguns tropeços, o investimento, um pouco mais “salgado” nas versões “Silver” e “Gold”, é muito justo e vantajoso!
