Cuphead – Confira nossa análise

Cuphead é o jogo de estreia da desenvolvedora MDHR Studio, um shooter produzido a mão com inspiração nas animações dos anos 30. Um jogo que muitos irão gostar, mas poucos irão completar.

A premissa é simples, Cuphead, nosso protagonista, e seu amigo Mugman ao visitar o Devil’s Casino e obterem uma ótima sequência de vitória no jogo de dados, são desafiados pelo próprio dono do cassino, o Diabo. Se eles ganharem, levam toda a riqueza do lugar, mas se perderem, ele fica com as almas dos amigos. Após perderem e desesperados para não ter suas almas perdidas, suplicam ao Diabo por outra forma de pagá-lo, o dono do cassino demanda que tragam as almas de outros devedores para que talvez perdoe os dois amigos.

A partir disso nos deparamos com as fases do jogo, consistindo apenas na luta com os antigos devedores, que atuam como chefes, algumas fases num estilo “Run ‘n Gun” que relembram outros shooters de plataforma como Contra, e fases onde controlamos um avião, no melhor estilo de clássicos de tiro 2D.

O protagonista possui habilidades como um tiro contínuo e ilimitado, um dash para se movimentar rápido e evitar danos e um movimento de contra-ataque no pulo, que é acionado em algumas ocasiões e enchem um medidor que permite o uso de um ataque mais forte para o tiro, que utiliza uma parte, ou o especial que utilizada todo o medidor assim que completo. Durante as fases de plataforma é possível coletar moedas que permitem a compra de outros tipos de tiro que podem ser equipados como primários ou secundários e serem alternados durante as lutas ou charms, itens que podem auxiliar o progresso no jogo. Também são obtidas durantes o progresso, as Super Arts, que funcionam como especiais. A melhor combinação de tiro, item e especial fica a critério do jogador de acordo com sua preferência e percepção, algumas combinações podem facilitar ao enfrentar certos chefes.

A dificuldade deste jogo é inegável, e proposital. Chefes sem uma barra de vida, com padrões aleatórios e diversas fases, desespera, diverte e pode frustrar em alguns momentos. Um verdadeiro teste de reflexos rápidos e atenção.

É difícil não se apaixonar pelo belo visual inteiramente feito à mão e trilha sonora que nos traz perfeitamente um clima dos anos 1930. Por ter inspiração nas animações de época, é possível identificar diversas referências à cultura, como a tão conhecida Betty Boop, e detalhes divertidos no cenário. A trilha sonora é composta por pianos, contrabaixos, saxofones, trompetes, com toques de jazz, orquestras lúdicas e até mesmo samba. Além de possuir duas músicas cantadas, o tema principal de abertura e o tema do personagem King Dice.

Apesar dos chefes possuírem ataques que agem da mesma forma, sua ordem é randômica, o que pode surpreender quando muita coisa está acontecendo na tela. O modo multiplayer local para jogar com um amigo é divertido, porém até o momento o jogo não possui um multiplayer online, o que poderia auxiliar os que jogam pelo computador.

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