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Beyond Blue – Uma viagem relaxante ao fundo do Mar | Análise

Apesar de rico em informação, jogo peca em sua simplicidade.

Analisado no PlayStation 4 Pro


Em um mundo onde uma minoria das pessoas realmente se preocupam com a Natureza, surge um jogo que nos ajuda a pensar um pouco mais em como devemos pensar seriamente em preservar algo essencial para nossa sobrevivência: os Oceanos.

Pois bem, é nesse contexto que é nos apresentado Beyond Blue, game produzido pela E-Line Media, onde seremos Mirai, uma jovem pesquisadora da OceanX, onde nosso objetivo é cumprir missões de reconhecimento do local onde vamos catalogando todas as espécies que aparecem.

Beyond Blue

Pode parecer um pouco limitado tudo isso, mas esse é o objetivo: a descoberta. O game não nos impõem um ritmo, ou seja, tudo é feito no tempo que achamos melhor. E aqui vai um detalhe, isso é muito benéfico, pois desde o primeiro mergulho tudo é maravilhoso.

Beyond Blue traz mecânicas simples, onde realmente o principal elemento é o mergulho. Quando estamos na imensidão do Oceano, podemos nadar livremente, contemplar toda a beleza das profundezas, sem nenhum medo ou receio. Sim, o jogo não tem “inimigos”, nem mesmo espécies como os sempre temíveis tubarões representam algum tipo de perigo a Mirai.

Beyond Blue

Uma curiosidade sobre o jogo. A Ocean X realmente existe. É um projeto idealizado pelo diretor de cinema James Cameron e a emissora britânica de Tv BBC. Por isso, em vários momentos podemos contemplar alguns documentários produzidos pela Ocean X falando sobre o trabalho e a conscientização em preservação dos oceanos. Nesse quesito o jogo é um primor, nos dando uma infinidade de informações sobre esse mundo subaquático sem nenhum comparação com outros jogos.

Beyond Blue

Em relação as mecânicas, o jogo consiste em encontrar os hidrofones (que nada mais são do que microfones submarinos) e a partir daí mapear tudo o que estiver ao redor. é você e a solidão que só quem está nesse jornada pode saber como realmente é. Tudo isso é reforçado graças a sua trilha sonora envolvente.

É bom salientar que o game tenta passar acima de tudo ser uma jornada emocional, lenta e até certo ponto serve como uma meditação, sendo que a sensação que o jogo passa é muito pessoal e diferente para cada jogador.

Beyond Blue

E para dar uma enfase a carga emocional, há um segundo elemento de narrativa: a convivência de Mirai com seus companheiros cientistas e com sua irmã, que cuida da avó que sofre de demência. Apesar de no primeiro momento poder parecer até promissor, realmente essa narrativa acaba se perdendo, não evoluindo o suficiente para acabarmos se prendendo a ela.

Beyond Blue é um jogo simples e talvez aí seu principal problema: é simples demais. Na tentativa de nos levar a uma jornada, o jogo só nos presenteia com seus belos cenários. As mecânica acabam se tornando repetitivas a exaustão e isso tudo acaba por fazer o game perder sua magia. faltou mais objetivos, mesmo que simples para que nos instigasse ainda mais a continuar os mergulhos naquela jornada.

Beyond Blue

Mesmo a tentativa de uma ligação afetiva de Mirai com a irmã acaba se tonando frustrante. As poucas opções de escolhas de diálogos entre as duas e menus estáticos, acabam por minando qualquer tentativa de que o jogador crie uma afinidade com os personagens.

Beyond Blue é um jogo interessante, já que fala sobre algo pouco explorado: o Oceano. Na tentativa de ser um jogo que pendesse mais para o emocional do jogo, ele nos entrega apenas momentos relaxantes neste mar de jogos de ação e pirotecnia. Faltou um melhor capricho em suas mecânicas para que combinasse com todo o conteúdo didático que ele nos fornece.

Confira o vídeo de gameplay de Beyond Blue

Beyond Blue

6.5

Nota

6.5/10

Positivos

  • Informações didáticas
  • Relaxante
  • Mundo fascinante

Negativos

  • Gameplay pobre
  • Mecânica simples demais
  • História superficial

Marcelo Rodrigues

Old Gamer, se aventurando no ramo dos video-games deste o Atari. Já foi só do lado "Azul" da Força, mas hoje distribui sua atenção para todas as plataformas. Apesar de jogar todos os estilos, Adventures e Plataformas ainda tem um lugar especial em seu coraçãozinho.

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