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Marvel’s Avengers – De campanha sensacional a Endgame repetitivo | Análise

Jogo ainda tem futuro, mas precisará mudar muito seu Endgame.

Analisado no Xbox One X


Antes de começar essa análise, queria destacar alguns pontos importantes sobre o jogo Marvel’s Avengers. Desde que o game foi anunciado, nós sabíamos que a Square Enix não teria uma vida fácil, por diversos aspectos.

Em primeiro lugar, fazer um jogo de uma franquia que nos últimos anos fez milhares de fãs, sem poder usar os rostos dos atores que consagraram cada personagem, seria uma tarefa árdua, que começou no primeiro trailer anunciado.

Em segundo lugar, criar uma história original depois de um final apoteótico nos filmes, trariam as inevitáveis comparações de porque usar um personagem e não o outro, ou um vilão e não o outro e daí por diante.

E pra fechar tudo isso, saber que ele seria um “jogo vivo” que deverá durar por vários anos, onde o planejamento e a arte de ouvir o feedback da comunidade vão ser inevitáveis para o sucesso do jogo. Por esse motivo, nosso review acabou durando um pouco mais tempo do que o normal, mas porque esse tipo de jogo, que tem um endgame grande, demanda tempo para que possamos ser o mais imparcial possível.

Dito isso, agora sim vamos começar a dar nossas impressões sobre o Marvel’s Avengers.

Vamos começar com o ponto mais positivo do jogo: a História. Sim, a enredo criado para Marvel’s Avengers é sensacional. Começamos pela perspectiva de Kamala Khan, uma entre centenas de milhares de fãs dos Vingadores que são os defensores do nosso planeta, adorados como se fossem uma banda de rock.

Mas, durante o evento de apresentação da nova Torre dos Vingadores, algo não sai como planejado e uma catástrofe acontece em São Francisco, o que mudaria o rumo dos heróis que se separam em seguida, contestados pela sociedade. Essa catástrofe ficou conhecida como o Dia A, que fez com que muitas pessoas fossem transformadas em inumanos.

Cinco anos depois reencontramos Kamala Khan, agora já uma inumana, que se tornaria a Ms. Marvel, com seu famoso poder elástico. Sua missão é reencontrar os Vingadores e tentar reuni-los para lutar contra um mal que se aproveitou do sumiço dos nossos heróis. Não vamos revelar mais sobre a história para não darmos grandes spoilers, mas podemos dizer que é o ponto mais alto do jogo.

O game vai se desenvolvendo em missões, sendo que algumas podemos fazer sozinhos e em outras em modo cooperativo. Como jogos desse tipo (como Destiny), as missões foram desenhadas levando 3 pontos básicos: Plataformas, Quebra-Cabeças e Combate. Sim, o game propicia muitos e muitos combates.

Se no começo do jogo estamos na pele de Kamala Khan, com o decorrer do tempo vamos passando de herói por herói. E, o mais surpreendente é que facilmente nos adaptamos a cada um deles, graças a jogabilidade que no fundo são bem parecidas nos controles dos personagens, mudando apenas as características de cada personagem e também os chamados combos de ataque e as habilidades especiais de cada um.

Como disse, a Crystal Dynamics, estúdio responsável pelo jogo, fez um trabalho belíssimo, para que possamos perceber as diferenças de um herói para o outro, mesmo com controles parecidos. Tudo isso proporcionou um sistema de combate fácil, de rápido aprendizagem e muito divertido.

Apesar de todo o combate, não se engane, o jogo é um Action RPG, onde podemos ir desbloqueando novas habilidades como precisão, força, poder, saúde, que iremos usar em cada herói. Tudo isso alimentado com um sistema de loot.

A campanha dura cerca de 8 horas, que apesar de curta, é muito bem feita. Isso é comum nesse tipo de jogo, pois onde o jogador vai ficar a maior parte do tempo será no tão conhecido Endgame. E aí é que as coisas começam a se complicar.

Quando terminamos o excelente modo campanha, é natural querermos devorar o Endgame e começamos a procurar as missões, principalmente algumas que são relacionados a eventos do jogo ou da Shield. Após pouco tempo já podemos sentir o quão raso ficou as missões e quase todas elas muito parecidas, para não falar idênticas.

Com isso, nos afastamos do principal motivo do Endgame, de poder ir upando nossos personagens, já que acaba tudo ficando monótono demais. É importante dizer que você pode refazer as missões e que elas vão ganhando níveis mais difíceis conforme vamos upando nosso personagem, mas nem isso salva da mesmice e com certeza a falta que missões de diferentes tipos e diversificadas exigem nesse tipo de jogo.

Na parte gráfica o jogo também acaba ficando bem dividido. Em alguns momentos o jogo tem um gráfico muito lindo, principalmente na parte da campanha, mas que em outras horas você percebe que para tentar manter a performance do game, a parte gráfica é constantemente sacrificada, principalmente em sua resolução.

Tirando isso, o jogo ainda está com muito bug e falhas, como personagens presos ao cenário, problemas com o som, carregamento de texturas e os famigerados loadings.

Como disse no começo da análise, não seria fácil a missão de tornar Marvel’s Avengers em um sucesso espetacular e nesse primeiro momento, fica claro toda essa dificuldade. Se por um lado temos um excelente modo campanha, por outro o Endgame joga o game pra baixo em missões repetitivas e sem graça.

Fim do jogo? Não. Sabemos que se a Square investir ainda tempo e dedicação, já que é um daqueles chamados “jogos vivos”, ainda existe uma grande esperança. Agora o desafio é arregaçar as mangas e fazer como Kamala Khan quando reuniu nossos hérios novamente: lutar para um endgame bastante melhorado e acertos na parte de otimização do game.

Confira o vídeo em Live de Marvel’s Avengers:

Marvel's Avengers

7

Nota

7.0/10

Positivos

  • Modo História
  • Jogabilidade
  • Combate

Negativos

  • Endgame repetitivo
  • Loadings
  • Bugs e falhas

Marcelo Rodrigues

Old Gamer, se aventurando no ramo dos video-games deste o Atari. Já foi só do lado "Azul" da Força, mas hoje distribui sua atenção para todas as plataformas. Apesar de jogar todos os estilos, Adventures e Plataformas ainda tem um lugar especial em seu coraçãozinho.

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