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Crash Bandicoot 4: It’s About Time! – A grandiosidade da franquia permanece intacta | Análise

Crash Bandicoot 4: It’s About Time! é um jogo desafiador, divertido e cheio de vida.

Analisado no PlayStation 4


Trazer os títulos clássicos de Crash Bandicoot para atual geração, foi um tiro certeiro da Activision. Se o intuito era reaproximar os gamers saudosistas e ganhar novos fãs, eles certamente devem estar bem satisfeitos com o resultado. Embora existam inúmeros títulos de Crash, o jogo de 2020 é uma sequência do terceiro jogo, Crash Bandicoot 3: Warped, lançado em 1998, no eterno PS One!

Se preferir você pode conferir essa análise em vídeo:

O novo título do Marsupial já diz tudo aos órfãos dos anos 90, “já era hora” do icônico personagem voltar e tomar o que é seu por direito: nossos corações. Mas além de retornar pra vida da galera com 30 e poucos anos, ele tem uma missão ainda mais complexa, conquistar espaço entre a geração Z, e aqueles que vierem no futuro.

Crash Bandicoot 4 - It’s About Time

O “novo” Crash é tudo e mais um pouco. Ele traz toda aquela paz de ligar um PlayStation após uma longa manhã de aula para jogar e relaxar a tarde toda (claro se você não tivesse que virar seu videogame de cabeça pra baixo e pedir aos anjos que funcionasse). Ignorando completamente os outros títulos, “It’s About Time” começa de onde o Warped terminou.

Na nova aventura, os vilões Uka Uka e N. Tropy são aliados do Dr. Neo Cortex e juntos criam fendas no espaço-tempo para modificar acontecimentos e dominar todo o multiverso (Dr. Estranho, corre aqui). Com todo esse plano malvado dos supervilões, Crash, Coco e outros personagens usarão máscaras especiais que auxiliarão na jornada de impedir que os inimigos deturpem a linha do tempo de cada dimensão.

Crash Bandicoot 4 - It’s About Time

Na minha humilde opinião, o estúdio Toys for Bob fez um trabalho impecável ao construir um jogo totalmente do zero, ao invés de aproveitar os remasters. Com isso em mente, é óbvio que além de agradar os saudosistas, eles conseguem prospectar nova audiência. Crash foi reformulado, ganhou novas expressões e movimentações, tanto em animações quanto no gameplay (como podemos ver logo no começo do jogo). Nessa pegada, eles souberam aproveitar as novas tecnologias, acrescentando mais dinamismo aos cenários apresentados.

Na mesma fase você pode transitar em diversas nuances de gameplay. Sua tela vai do 3D para o 2D e retorna pro 3D que dá um mortal pra trás e volta pro 2D, tudo muito fluído e enérgico, enquanto obstáculos e inimigos vão surgindo aos montes pra esfregar em nossa cara que nossos reflexos são mais lentos que uma lesma com preguiça em câmera lenta. Tudo aquilo que os antigos jogos possuíam, porém, com mais atitude e muito mais contínuo, dando uma sensação de “ei, eu já vi isso, mas não era assim, como é possível?”. E toda essa transição é feita no mesmo nível.

Crash Bandicoot 4 - It’s About Time

Os colecionáveis de Crash Bandicoot 4: It’s About Time! são muitos (eu mesmo não peguei todos), mas para pegar absolutamente tudo, se você for habilidoso no gameplay, você consegue finalizar entre 20 e 30 horas, caso opte por não pegar o conteúdo, o jogo pode ser finalizado em 6 ou 7 horas.

Além de Crash, é possível controlar outros personagens, como Coco e Tawna, a crushzinha do Marsupial. O jogo oferece modos novos: Retro e Modern, onde é possível escolher a dificuldade que melhor agrade o jogador. Embora seja possível decidir a dificuldade do jogo, Crash 4 instiga no quesito DESAFIO. As decisões que tomamos no decorrer do percurso, como por exemplo, pegar um número específico de wumpa fruits ou mesmo não morrer tantas vezes em um nível para desbloquear algo, pode ser encantador, ou extremamente irritante.

Crash Bandicoot 4 - It’s About TimeEsse novo título poderia ser facilmente esquecido, caso a Toys For Bob não tivesse enchido o jogo de conteúdo, trazendo uma experiência única, fazendo valer o preço do jogo. Ao invés de uma jornada linear e repetitiva, temos algo maior, mais amplo e divertido. Todas as armadilhas, inimigos, caixas e obstáculos são milimetricamente posicionados, fazendo com que mesmo depois de várias tentativas, ainda tenhamos uma pequena disfunção neurológica que nos impeça de fazer o movimento certo, mesmo já sabendo qual é.

Os gráficos de Crash Bandicoot 4: It’s About Time! são absurdamente lindos e com uma disposição de cores impecável, que faz brilhar os olhos, apresentando um grande upgrade estético se comparado a Crash Bandicoot N. Sane Trilogy. Os personagens, as ambientações possuem cores e texturas extremamente ricas. Toda a interação com inimigos e cenário é muito orgânica, dando mais vida para o game.

Na humildade opinião, deste que vos fala, Crash Bandicoot 4: It’s About Time! É um retorno triunfal do Marsupial, no melhor estilo “VOCÊS NÃO IMAGINAM O PRAZER QUE É ESTAR DE VOLTA”. No geral, é um jogo desafiador, divertido e cheio de vida. É uma aquisição obrigatória pros fãs, e uma experiência fantástica para a nova geração de jogadores!

Confira a Live de Crash Bandicoot 4: It’s About Time!:

Crash Bandicoot 4: It's About Time!

10

Nota

10.0/10

Positivos

  • Qualidade gráfica
  • Diversidade no gameplay

Negativos

  • Não tem!

Thiago Richeliê

Um otimista cauteloso que sofre influências da desastrosa Lei de Murphy! Estudante de Fisioterapia, amante de Games, o louco das Séries, apaixonado por Filmes e que chora ouvindo Músicas.

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