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The Dark Pictures: Little Hope – Terror no Modo Slow | Análise

Supermassive Games não consegue manter o bom ritmo apresentado por Man of Medan.

Analisado no PlayStation 4 Pro


No ano passado eu tive a oportunidade de jogar Man of Medan, que foi o pontapé inicial da série The Dark Pictures, produzido pela Supermassive Games e distribuído pela Bandai Namco.

Como você pode ler aqui, minha análise de Man of Medan mostrou que no geral o game é até bem bacana, mas ainda faltava melhorar a história e o desenrolar dos personagens, como a Supermassive Games fez no ótimo Until Dawn. Essa seria uma boa oportunidade para pegar todo o feedback da comunidade e aplicar no segundo jogo da série chamado Little Hope. Mas será que isso aconteceu?

Little Hope nos leva a uma nova história, que não tem nada com o primeiro jogo. Tudo começa quando um grupo de alunos e professores estão em uma viagem, mas perto de um pequeno vilarejo abandonado, chamado de Little Hope, o ônibus onde estavam sofre um acidente.

É a partir daí que assumimos o papel de cinco personagens, cada qual com uma característica diferente.  Apesar de Andrew ser  o protagonista do game, em certas partes jogaremos com Angela, Daniel, Taylor e John.

Digamos que Little Hope não é exatamente uma pacata cidade do interior. Descobrimos já no começo que no passado ali foi palco de acontecimentos sombrios, onde muitos disseram que era bruxaria e por isso todos foram se mudando até se tornar uma cidade fantasma.

O modo como o jogo se desenrola é idêntico ao primeiro jogo. Temos que seguir alguns caminhos, investigar itens para descobrirmos mais sobre moradores e fatos do passado, mas aí o jogo começa a se perder.

Apesar de um ótimo clima de terror, notamos que todo o progresso é demasiadamente lento. E bota lento nisso. Isso tira qualquer chance de ficarmos totalmente focados em uma história instigante ou cheio de reviravoltas, algo essencial para um game que tem como o objetivo o Terror.

Little Hope é um jogo com um bom tempo. Levamos cerca de 5 a 6 horas para terminá-lo na primeira vez, mas sinceramente percebemos que esse tempo está muito ligado ao ritmo lento adotado para o game. Mesmo assim quando jogado da primeira vez, o game nos pareceu ok.

Mas devemos lembrar que games deste tipo é para serem jogados outras vezes, e assim,  conseguirmos descobrir novos caminhos e diferentes finais, mas  não conseguimos isso. Apesar de jogarmos com vários personagens e tentarmos mudar o rumo das coisas através de nossas decisões, percebemos que tudo era em vão e que de um jeito ou de outro acabávamos no mesmo lugar. Com certeza o principal ponto negativo do jogo.

Em termos visuais o jogo segue a mesma toada dos games da Supermassive, ou seja, bem competentes. Talvez o ponto melhor seja a trilha sonora de Little Hope que acaba se encaixando perfeitamente com o clima criado para a história.

Vale aqui um voto de louvor. O jogo traz  Kyle Bailey como Daniel e Dennis, e juntamente com os atores foram muito competentes ao dar vida aos personagens do jogo.

Infelizmente Little Hope não conseguiu nem sequer manter o nível do primeiro jogo da série, ao contrário, acabou se perdendo no ritmo e nas poucas mudanças que as nossas decisões realmente afetam na trama do game.

Esperamos, mais uma vez, que a Supermassive ouça essas criticas pois percebemos que a série ainda pode se encontrar e este estilo de jogo ainda possui muitos fãs, mas que por enquanto estão desamparados.

Confira o vídeo da Live de The Dark Pictures: Little Hope:

The Dark Pictures: Little Hope

6.5

Nota

6.5/10

Positivos

  • Desempenho dos atores
  • Clima sombrio
  • Gráficos

Negativos

  • Ritmo lento
  • Pouca variedade de escolhas
  • Fator replay

Marcelo Rodrigues

Old Gamer, se aventurando no ramo dos video-games deste o Atari. Já foi só do lado "Azul" da Força, mas hoje distribui sua atenção para todas as plataformas. Apesar de jogar todos os estilos, Adventures e Plataformas ainda tem um lugar especial em seu coraçãozinho.

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