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Horizon Forbidden West: Burning Shores – Los Angeles continua linda | Análise

Guerrilla mostra em Burning Shores que até a uma cidade devastada pode ficar linda.

Analisado no PlayStation 5


Sabe aquela expressão que “Em time que está ganhando não se mexe”, pois bem, foi mais ou menos o que a Guerrilla Games fez com a expansão Horizon Forbidden West: Burning Shores. A partir de agora, tento passar para vocês, sem spoilers, o que achei do jogo.

A expansão que chegou dia 19 de abril, segue exatamente do mesmo ponto onde termina Horizon Forbidden West, que você pode conferir a análise aqui, feita pelo nosso analista Thiago Richeliê. Não vamos dar spoilers da história, mas há um dado muito importante sobre essa expansão: ela só pode ser acessada se você terminar a missão “Singularidade”, que é exatamente a missão que fecha o modo história do jogo.

E, sim, usei aquela frase, pois a expansão traz um complemento para a já excelente história do jogo. Com certeza, todos aqueles que chegaram ao final do game devem ter ficado empolgados com o anúncio de Burning Shores e, se você é um deles, fique tranquilo, que você vai gostar.

Burning Shores é passada em Los Angeles, onde Aloy tem que encontrar e deter a ameaça que surge logo após a conclusão do jogo. Nessa parte da história vamos encontrar Seyka, pertencente à tribo Quen, mais uma personagem feminina marcante que acompanhará nossa heroína durante a expansão.

Não tem como negar que Burning Shores, além da missão principal, traz também um outro arco de história, onde poderemos ver um pouco mais do lado humano de nossa heroína e de suas emoções, onde a amizade entre Aloy e Seyka podem tomar caminhos ainda mais afetivos.

Além da História principal, há ainda 3 missões secundárias e aqui no Gamers & Games eu levei cerca de 11 horas para fechar tudo. Uma duração que está dentro da média de expansões. Mas deixo um alerta. A missão principal, não é tão grande, podendo ser fechada em 6 horas.

Se você está preocupado com o gameplay, fique tranquilo, ele é exatamente o mesmo do jogo principal, mas trazendo algumas boas novidades que ajudaram bastante no combate como poder detonar algo com uma matéria explosiva (algo que se tornou muito bom para o combate) ou até mesmo usar um gêiser para poder voar e chegar em novos lugares com o auxílio do nosso planador.

Na parte de armas e armaduras, também fique sabendo que há muitas e ótimas novidades, principalmente em relação a armas, que não vamos contar aqui pois seria um “baita” spoiler e perderia uma agradável surpresa para o jogador, mas com certeza todos gostarão. Até mesmo o gancho, que em muitos momentos se torna bem irrelevante no jogo, tem uma utilidade a mais na expansão.

A Guerrilla também achou prudente colocar novas habilidades para Aloy. Elas estarão adicionadas na nossa árvore de habilidades. Então o jeito é correr para desbloqueá-las, o que pode até mesmo mudar o seu estilo de jogo e sua tática para vencer as máquinas inimigas. Uma outra coisa que veio bem a calhar no jogo foram as adições de novos quebra-cabeças que foram colocados de forma muito bem criativa, fazendo com que seguir a história ou procurar os colecionáveis não ficassem de forma alguma tediosos.

Mas são nos gráficos que o jogo mostra todo o seu brilhantismo. Não tem como negar que a Decima Engine é um dos melhores, se não for o melhor, motor gráfico atualmente para o PlayStation 5. E em Burning Shores ele faz “miséria” com o console. Os detalhes de uma Los Angeles devastada, vulcões em São Francisco, o contraste entre o deserto e a água, entre o verde e as lavas, são um deleite para nossos olhos.

Os personagens estão praticamente perfeitos e o design das máquinas foram trabalhadas de forma que todo o gráfico da expansão esteja ainda mais lindo do que no próprio jogo, o que pode explicar o porquê não podemos ver Burning Shores lançado no PlayStation 4.

Se não há grandes melhorias na parte sonora, pode ficar tranquilo que a trilha que te acompanhará durante a jorna da de Aloy ainda é excelente.

Com isso tudo, podemos dizer que sim, time que está ganhando não se mexe, mas se melhora. A Guerrilla simplesmente não apenas fez uma história nova, mas um ano depois de Horizon Forbidden West, trouxe Burning Shores, que carrega melhorias em praticamente tudo.

Talvez o único ponto que deixa a desejar ainda seja na história. Deixá-la menos carregadas de diálogos sem necessidade e que ainda usam uma forma um pouco cansativa em alguns trechos e que a campanha principal poderia ter ganhado mais umas 2 horas. Como ela ficou curta, alguns acontecimentos no final começam a ficar um pouco rápidas. Ahhh e o de sempre, o valor da expansão poderia ser um pouco mais em conta.

Fora isso, só houve melhorias, seja nos combates, nas máquinas e principalmente nos gráficos que conseguiram reproduzir Los Angeles devastada de uma forma absurda, seja vista por terra ou pelo céu. Apesar da missão de Aloy, podemos ver uma história que mostra a personagem principal mais humana e onde possa demonstrar seus sentimentos. Infelizmente, mesmo em pleno ano de 2023, saibamos que isso vai acabar gerando polêmica, que não deveria sequer existir.

Mesmo reticente com certas expansões, Burning Shores sim vale a pena, principalmente para os fãs da franquia ou que tenham terminado Horizon Forbidden West.

Já estamos na espera do terceiro jogo.

Confira no vídeo abaixo o começo de Horizon Forbidden West: Burning Shores no PS5:

Horizon Forbidden West: Burning Shores

8.3

Nota

8.3/10

Positivos

  • Gráficos
  • Novas armas e habilidades
  • Novos inimigos

Negativos

  • História principal curta
  • alguns diálogos desnecessários
  • Final corrido

Marcelo Rodrigues

Old Gamer, se aventurando no ramo dos video-games deste o Atari. Já foi só do lado "Azul" da Força, mas hoje distribui sua atenção para todas as plataformas. Apesar de jogar todos os estilos, Adventures e Plataformas ainda tem um lugar especial em seu coraçãozinho.
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