Analisado no PlayStation 5
Lançado em 21 de agosto de 2025 para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC, Grit and Valor – 1949 aposta em uma fusão ousada de estratégia em tempo real (RTS) com elementos roguelite, ambientada em um universo dieselpunk alternativo da Segunda Guerra Mundial. O título foi desenvolvido pela Milky Tea e publicado pela Megabit Publishing, chamando atenção pelo conceito original, mas também dividindo opiniões entre fãs do gênero.
A narrativa acontece em um mundo em que o Eixo conquistou toda a Europa com o uso de mechs gigantes, uma temática bem legal por sinal. Uma resistência formada em uma ilha da Escócia se organiza para reverter o domínio inimigo, utilizando as próprias máquinas capturadas e tentando entregar uma arma capaz de neutralizar o poder tecnológico adversário.
Apesar de simples, a história funciona como um bom pano de fundo para justificar a progressão pelas missões e manter o jogador engajado.
Já a jogabilidade é o ponto que mais pode causar discórdia entre os jogadores. Em teoria, Grit and Valor – 1949 é um RTS roguelite, mas na prática, ele se parece muito com um autobattler, pelos seguintes móvitos: as unidades atacam automaticamente quando estão em alcance e linha de visão, o jogador controla apenas o posicionamento e o uso das habilidades ativas de cada piloto, que em geral têm impacto limitado e existe um sistema de tipos de mechs, criando uma relação de forças e fraquezas que adiciona uma camada estratégica.
Ainda assim, o ritmo lento e a falta de disparos em movimento reduzem a sensação de controle, deixando a experiência mais passiva do em um RTS tradicional.
O destaque positivo está no loop de progressão. Cada partida oferece upgrades temporários, como aumento de dano e vida, além de melhorias raras chamadas augments. Já os recursos permanentes – como Valor, usado no treinamento de pilotos, e Sucata, usada para módulos de mechs – permitem avanços duradouros que justificam novas tentativas.
O jogo apresenta gráficos simples, mas polidos, com destaque para o design dos mechs e inimigos, que transmitem sensação de peso em seus movimentos. Os cenários oferecem arenas rotacionáveis, com variação de alturas e coberturas que trazem variedade às batalhas.
A parte sonora também cumpre bem o papel: explosões são convincentes, armas distintas e dublagens pontuais ajudam a reforçar a imersão nesse ambiente de guerra.
Originalmente, essa review seria feita no PlayStation VR2, mas pelo estado atual do game nessa versão, achamos melhor deixar isso para outro momento, a movimentação no tabuleiro simplesmente estava quebrada, a equipe de desenvolvimento soltou uma nota a alguns dias informando que estão cientes dos problemas e que isso será corrigido, então quando isso ocorrer um vídeo em VR do game será publicado.
No final, Grit and Valor – 1949 é um experimento ousado que vai atrair curiosos pela proposta diferente, mas pode frustrar quem espera um RTS mais profundo e estratégico. Para quem gosta de roguelites e aprecia loops de progressão recompensadores, há motivos para mergulhar no desafio. Já para os fãs de tática em tempo real mais refinada, a experiência pode soar limitada e repetitiva. O game se ajusta bem aos consoles, que possuem menos opções de comandos frente ao mouse e teclado, mas com certeza, a versão que melhor se beneficiará de como o jogo é, serão as versões em Realidade Virtual.
