Remedy registra prejuízo de €16,4 milhões e promete “voltar aos grandes sucessos”

Novo CEO interino, Markus Mäki, afirma que a companhia precisa entregar mais títulos de impacto.

Remedy Entertainment, estúdio responsável por franquias aclamadas como Alan Wake e Control, anunciou resultados financeiros decepcionantes referentes ao terceiro trimestre de 2025, afirmando não estar satisfeita com o desempenho recente. A companhia reportou um prejuízo operacional de €16,4 milhões entre julho e setembro, contrastando com o lucro operacional de €2,4 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

O recuo faz de 2025 um ano difícil para o estúdio, que agora acumula perdas totais de €15,6 milhões entre janeiro e setembro, frente a um prejuízo muito menor, de €2,9 milhões, no mesmo intervalo do ano anterior.

Esses resultados refletem diretamente o fraco desempenho comercial de FBC: Firebreak, o mais recente título da Remedy, cujas vendas não atingiram as metas internas de receita estabelecidas pela companhia.

Mudança de liderança em meio à crise

Doze dias após emitir um comunicado de alerta aos investidores sobre a queda nos lucros, a Remedy anunciou a saída imediata de seu CEO, Tero Virtala, substituído pelo cofundador Markus Mäki, que assume interinamente o comando da empresa.

Em sua primeira declaração pública no cargo, Mäki reconheceu a gravidade da situação e afirmou que a prioridade é melhorar a performance comercial e entregar jogos de impacto global, resgatando a característica de “grande sucesso” (hit-driven business) que moldou o DNA criativo do estúdio finlandês.

“Assumi o papel de CEO em 22 de outubro para elevar o nível de exigência e o senso de urgência dentro da organização”, disse Mäki.

“Nosso foco imediato é reforçar a coordenação interna, responder às demandas do mercado e, acima de tudo, criar jogos marcantes e comercialmente bem-sucedidos que os jogadores amem. O retorno à rentabilidade virá da entrega de grandes títulos.”

FBC: Firebreak terá suporte limitado, mas roadmap será cumprido

Apesar do desempenho abaixo do esperado, o estúdio confirmou que continuará oferecendo suporte a FBC: Firebreak até que o roadmap de conteúdo pós-lançamento seja concluído.

“Seguiremos trabalhando em recursos que elevem o valor para o jogador e permaneçam justificados por nossas novas projeções de longo prazo”, explicou Mäki. “Realocamos parte dos nossos recursos de desenvolvimento para outros projetos, mas manteremos os compromissos anunciados aos fãs de FBC: Firebreak.”

A declaração reforça que, embora a Remedy esteja tentando equilibrar o orçamento e redirecionar forças para projetos mais promissores, o jogo não será abandonado de forma abrupta.

Foco renovado em franquias consagradas e novos projetos

Mesmo diante de desafios econômicos, a Remedy mantém confiança no crescimento a longo prazo, reafirmando sua estratégia central — investir em suas principais franquias enquanto preserva espaço para a inovação criativa.

Segundo Mäki, o estúdio está concentrando esforços no desenvolvimento de:

“Apesar dos desafios com FBC: Firebreak, nossos outros projetos estão avançando bem,” afirmou Mäki. “Equilibramos cuidadosamente o risco de produto, mas continuamos comprometidos em oferecer novas experiências, como temos feito nos últimos 30 anos.”

Meta até 2030: reconhecimento criativo e sucesso sustentável

O plano de longo prazo da Remedy é claro: tornar-se, até 2030, um estúdio criativo altamente respeitado com sucesso comercial sustentável. Para alcançar essa meta, Mäki defende que a empresa deve fortalecer sua cultura de excelência, com equipes ágeis, decisões centradas no jogador e investimentos responsáveis.

“Não estamos satisfeitos com nosso desempenho financeiro recente”, concluiu o CEO interino. “Mas seguimos confiantes na nossa capacidade de criar experiências únicas e impactantes. São jogos que tocam o público e, por consequência, nos conduzem de volta à rentabilidade.”

Com os olhos voltados para a recuperação em 2026, a Remedy aposta em seus pilares mais fortes — Alan WakeControl e Max Payne — como motores de renascimento financeiro e cultural.

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