A Ubisoft voltou a enfrentar turbulência no fim do ano após um ataque hacker comprometer Rainbow Six Siege, resultando na distribuição inesperada de bilhões de créditos e até de skins extremamente raras, incluindo itens normalmente restritos aos desenvolvedores. O incidente ocorreu durante o último sábado, quando jogadores começaram a relatar que suas contas estavam recebendo quantidades absurdas de créditos premium, o que rapidamente levou a punições automáticas, já que o sistema interpretava a atividade como fraude. A situação se espalhou pela comunidade em poucas horas, gerando confusão e medo de bans injustos.
A Ubisoft se limitou inicialmente a confirmar que estava “ciente de um incidente” que afetava o jogo e que suas equipes já estavam trabalhando na situação. No entanto, sem mencionar diretamente o ataque hacker ou explicar o que estava acontecendo, a empresa optou por desligar o mercado interno e, em seguida, o próprio Rainbow Six Siege, deixando parte da comunidade apreensiva com a falta de transparência sobre a gravidade do problema.
Após cerca de cinco horas de incerteza, a Ubisoft voltou a se pronunciar e trouxe algum alívio: nenhum jogador será banido por ter recebido ou gasto os créditos distribuídos indevidamente. No entanto, para restaurar o estado normal do jogo, todas as transações serão revertidas para o ponto exato em que as contas estavam às 07h do dia 27 de dezembro (horário de Brasília). A medida deve desfazer compras acidentais ou vantagens obtidas durante o caos, mas sem penalizar os jogadores que apenas receberam os créditos sem ter controle sobre o que estava acontecendo.
O caso reacende o debate sobre segurança em jogos online, especialmente em títulos competitivos baseados em microtransações e economia interna. Enquanto a Ubisoft trabalha para restabelecer o funcionamento normal de Rainbow Six Siege, a comunidade aguarda detalhes mais claros sobre o ataque e sobre as medidas que a empresa pretende implementar para evitar que algo semelhante volte a acontecer.
