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Screamer – Caos em alta velocidade e narrativa em um universo inspirado em anime | Análise

Analisado no PlayStation 5


Você consegue imaginar Need For Speed em um enredo de anime dos anos 90? Não? Eu sei, não é uma ideia convencional. Mas foi exatamente que a Milestone S.r.l. desenvolveu e publicou para a gente. Com um visual futurista e detalhado, o jogo tem como base diferencial de outros títulos, o foco narrativo e é isso que vamos descobrir se funciona ou não…

No game vamos conhecer a história de um mundo alternativo, no qual todos os carros de corrida, conhecidos como Screamer dominaram todo o sistema de corridas ilegais, contextualizando para a gente, um personagem excêntrico que organiza um torneio clandestino, oferecendo à equipe vencedora, bilhões de dólares.

E claro que essa bolada vai chamar atenção de todo tipo de gente. No entanto, motivados por diversos propósitos, tais quais como vingança, pagar dívidas, alcançar a glória e coisas do tipo, cinco equipes decidem participar e isso nos dá um vislumbre de todo o pano de fundo utilizado como história, por meio do panorama de cada uma das equipes.

O modo narrativo é apresentado no momento que iniciamos Screamer, funcionando como introdução aos diferentes modos de corridas e como tutorial para desbloquearmos novos personagens para os próximos modos. A história do jogo é bastante promissora, mas a forma como decidiram contar não é tão interessante.

E eu digo isso porque o jogo se propõe a contar a narrativa de todo mundo de uma vez só, ao mesmo tempo, e isso atrapalha o fator desenvolvimento de personagens e favorece para que esqueçamos nomes, equipes ou mesmo a motivação da maioria, pois enfiam tanta informação goela abaixo, que fica difícil estabelecer vínculo.

Por sorte, assim que progredimos e saímos do processo introdutório que é fixado na primeira parte do torneio, o game ganha mais ritmo e fluidez. Começamos as ser introduzidos ao Mr A. e ao mecânico Cage que é responsável pelo dispositivo chamado Echo, que viabiliza todo o torneio, além é claro, de aprofundarmos nos times participantes.

Abordando um visual de anime, com uma narrativa carregada de drama, bem típica do gênero, Screamer aposta em vertentes narrativas que influenciam diretamente na gameplay, retirando por vezes, o controle das mãos do jogador, para mostras cenas dramáticas e específicas durante corridas pontuais. Mas fiquem tranquilos, esse recurso não é recorrente, ou seja, não cria aquela sensação de jogo feito para assistir.

O game é claro quando quer evidenciar que não se trata de apenas um jogo de acelerar e saber quando utilizar o drift. Ele quer que você crie rotina e entenda como o “organismo” dos eventos acontecem. Sua percepção sobre o peso e a estabilidade de cada carro ficará cada vez mais funcional, ao modo que o jogo avança.

Entregando visuais bem feitos em uma proposta estética de animes típicos dos anos 90, Screamer roda lisinho no PS5, com telas de loading razoavelmente curtas e muitas luzes coloridas em tom neon, criando uma ótima comunicação visual com o estilo futurista oferecido pelo estúdio.

O título é uma experiência bem peculiar, focando inesperadamente na história, mas entregando uma gameplay bem estruturada com mecânicas funcionais, que não superam Need For Speed, mas que eu acredito que poderá agradar os fãs da franquia. Dito isto: Screamer é uma excelente opção de jogo de corrida, que com certeza te garantirá horas e horas de diversão!

Screamer

9

Nota

9.0/10

Positivos

  • Estética futurista inspirada em animes
  • Foco narrativo
  • Gameplay funcional

Negativos

  • Demora um pouco para engrenar os arcos motivacionais das equipes

Thiago Richeliê

Um otimista cauteloso que sofre influências da desastrosa Lei de Murphy! Fisioterapeuta, amante de Games, o louco das Séries, apaixonado por Filmes e que chora ouvindo Músicas.
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