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Warhammer 40,000: Boltgun 2 – Impressões da Demo

Jogo testado no PC


Warhammer 40,000: Boltgun 2 é um FPS boomer shooter, desenvolvido pela Auroch Digital e distribuído pela Big Fan Games em conjunto com a Devolver Digital. O título ainda está em desenvolvimento com uma demo disponível no PC e previsão para chegar ainda em 2026.

Tentando expandir a fórmula e corrigir alguns erros de seu antecessor. A demo de Warhammer 40,000: Boltgun 2 nos apresenta a uma sequência que modifica e evolui alguns sistemas, introduzindo outros que não fazem muito sentido, em uma fórmula que se encontra desbalanceada

Lançado em 2023, Warhammer 40,000: Boltgun é um FPS “boomer shooter” que apesar de entregar uma experiência OK, o título foi duramente criticado pelo abuso do formato de arenas que o deixou enjoativo, o tornando basicamente um arena shooter. A demo de Boltgun 2 traz um formato um pouco mais clássico, ainda temos arenas, mas agora elas fazem parte do nível e não são o foco principal.

Logo de cara temos a primeira diferença que é a introdução de um novo personagem jogável, a Battle Sister Nyra Veyrath que pode ser escolhida ao invés do Ultramarine Malum Caedo. Como esta é uma demo, não temos uma história definida e o que temos é basicamente uma jogatina frenética em dois mapas que servem para apresentar o rumo que esta sequência quer tomar.

No controle do Ultramarine nós temos uma jogatina semelhante a do primeiro jogo, com um personagem que detém um arsenal poderoso, composto pela Boltgun e armamentos que tem carregadores consideráveis, combinados a nossa Chainsword (espada-motossera) icônica dos personagens. Com ele, é só partir para a carnificina, explodindo e retalhando tudo que ficar na sua frente, com o auxílio de granadas e uma habilidade de avanço devastadora.

Diferente do Space Marine, a Battle Sister tem um arsenal poderoso, mas com munição limitada. Ao invés da Boltgun, ela tem como arma base uma Power Sword para dano corpo a corpo e uma Bolt Pistol que tem dano aumentado comparada com a Gun, porém a arma entrega apenas 5 munições por carregador. Este limite baixo de munições é compartilhado com outras armas do seu arsenal, como a Besta que serve como uma espécie de sniper que atira apenas uma seta por vez e isso acaba influenciando no ritmo de jogo e na estratégia a ser escolhida com a personagem.

Apesar de tecnicamente ser mais rápida, ao jogarmos com a Battle Sister nós acabamos tendo uma progressão mais lenta, pois se gasta mais tempo recarregando por conta da pouca munição nos carregadores e seu arsenal acaba causando menos dano em área, fato este que é mais evidente nas etapas de arena. Aliás, ela também tem animações de recarga e ativação de dispositivos lentas, sua Melta Bomb que substitui a granada é mais lenta para ser arremessada e acionada, sendo que para piorar a situação, nós não podemos atacar enquanto recarregamos as armas, nem temos a possibilidade de cancelar a animação de recarga. Este problema de falta de cancelamento de animações, afeta principalmente a Bolt Pistol que quando combinada à baixa munição, acaba tornando a arma inútil e frustrante de ser usada em arenas, algo que não acontece com a Boltgun.

Os visuais continuam com a mesma pegada do anterior, trazendo uma pixel art interessante que agora tem mais variações com novos cenários e modelos de inimigos. A interface foi completamente refeita e agora apresenta elementos mais nítidos com munição, barra e ícones de vida, armadura, habilidades e granadas mais visíveis. A trilha sonora da demo é um mix, faltam as faixas impactantes como as do primeiro título para embalar o combate e as frases da Battle Sister não combinam bem com a ação, porém os efeitos continuam bons e tudo pode ser melhorado na versão final.

O primeiro jogo começa interessante, mas basta poucos mapas para você cair em um loop focado em arenas. Esta demo apresenta uma experiência de jogo um pouco diferente, com mapas melhores e baseados em um estilo mais clássico do gênero, trazendo exploração vertical e horizontal, com segredo e switches para serem ativados, sendo que as arenas estão colocadas em pontos chave, geralmente no final do mapa.

Por outro lado, a jogatina está desbalanceada, com um Space Marine mais divertido de se jogar, mas que aparenta estar mais fraco do que a Battle Sister, sendo que esta é menos divertida por conta das limitações de seu arsenal. Além destes, a dificuldade também é inconsistente, com níveis mais altos transformando inimigos em verdadeiras esponjas de bala, com simples inimigos comendo um carregador inteiro. Também temos bugs e outras inconsistências com inimigos que não valem a pena serem citados pois esta é só uma demo e não uma versão beta ou final.

No final, a demo de Warhammer 40,000: Boltgun 2 nos apresenta uma sequência que tenta melhorar a experiência de seu antecessor, indo para um rumo mais clássico e que aparenta estar menos focado em arenas. Apesar das novidades e melhorias, a demo entrega uma experiência desbalanceada que precisa de correções e que dependendo de como for finalizado, o título tem potencial para entregar uma experiência superior à de seu antecessor.

Veredito Gamers & Games

“Warhammer 40,000: Boltgun 2 demonstra avanços importantes em relação ao original, especialmente na estrutura dos mapas e na exploração. Apesar do potencial, a demo ainda apresenta problemas de balanceamento e ritmo que precisam ser refinados até o lançamento.”

Jeferson Vasconcelos

PC Gamer desde os anos 90, entusiasta de VR que não consegue ficar sem jogar os velhos consoles. Aguardando há anos pelo próximo Lineage
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