Bethesda detalha planos para Starfield, Fallout, The Elder Scrolls

Estúdio destaca o impacto de Starfield, confirma remasters de Fallout 3 e New Vegas.

Destaques – Nota da Bethesda sobre o futuro dos seus mundos

  • Starfield: Ano 3 com novas histórias, melhorias na jogabilidade, mais atualizações e conteúdo Starborn previsto para o próximo ano.
  • Creations: sistema expandido para Skyrim, Fallout 4 e Starfield; criadores já receberam mais de US$ 10 milhões em royalties.
  • Fallout em múltiplas frentes: Fallout 5 em pré-produção, grande expansão Raven Rock para Fallout 76, remasters de Fallout 3 e New Vegas em desenvolvimento, mais conteúdo para Fallout Shelter e série de TV indicada ao Emmy com Temporada 3 em produção.

A Bethesda Game Studios publicou uma nota extensa sobre o futuro dos seus principais mundos – Starfield, Fallout e The Elder Scrolls – e sobre como está reorganizando suas equipes e sua tecnologia para os próximos anos. O texto celebra quatro décadas de estúdio, lembrando que seus jogos já entreteram quase meio bilhão de jogadores, e reforça uma ideia central: mais do que jogos, a Bethesda quer continuar construindo mundos persistentes, que os jogadores podem explorar, moldar e revisitar por décadas.

A mensagem é clara: o plano é investir mais fundo nos universos já amados, apoiar criadores de conteúdo dentro desses mundos e utilizar uma base tecnológica comum, o Creation Engine 3, para conseguir tocar vários grandes projetos ao mesmo tempo.

Starfield segue como pilar, com mais histórias e conteúdo Starborn

A Bethesda destaca que Starfield já conta com mais de 17 milhões de jogadores, somando quase 1 bilhão de horas jogadas. Ao entrar no que chama de Ano 3, o estúdio promete:

Mais de 40% dos jogadores de Starfield já personalizam o jogo através de Creations, e a Bethesda afirma que vai continuar investindo em criadores e oferecendo mais formas de tornar Starfield uma experiência personalizada, dentro dessa filosofia de mundos “co-criados” com a comunidade.

“Criado por jogadores”: Creations, royalties e a cultura de mods

A nota reforça um ponto histórico: desde o Morrowind Construction Set, a Bethesda se posiciona como um estúdio que disponibiliza ferramentas para que a comunidade crie suas próprias experiências. Em 2024 e 2025 isso ganhou nova força com a expansão oficial de Creations para Fallout 4, juntando-se a Skyrim e Starfield.

O estúdio afirma estar orgulhoso por já ter pago mais de 10 milhões de dólares em royalties a criadores, resultado direto do que é produzido e vendido dentro desse ecossistema. É uma forma de reforçar que, para eles, os mundos são tanto dos desenvolvedores quanto dos jogadores que contribuem com conteúdo.

O futuro de Fallout: Fallout 5, Raven Rock, remasters e mais Shelter

Fallout ocupa uma parte grande do comunicado. A Bethesda diz que Fallout é uma das maiores prioridades atuais do estúdio e que:

Entre esses projetos, alguns são detalhados:

A nota também parabeniza Kilter Films e Amazon Studios pelas 10 indicações ao Emmy da Temporada 2 da série de Fallout, e revela que a produção da Temporada 3 já começou. A Bethesda comenta ainda que, embora não vá realizar um Fallout Day tradicional este ano, está planejando algo especial para o 30º aniversário de Fallout em 2027, com celebração ao vivo em Washington, D.C.

Parceria com a Obsidian e alinhamento com a ZeniMax Online

Um ponto que chamou atenção foi o reforço da colaboração entre estúdios. A Bethesda confirma que vai voltar a trabalhar de perto com a Obsidian Entertainment, famosa pelo próprio Fallout: New Vegas e por RPGs como Pillars of Eternity e The Outer Worlds. A nota diz explicitamente:

“Estamos felizes em confirmar que eles estão trabalhando conosco em um novo projeto de Fallout.”

Não há detalhes sobre formato ou data, mas essa confirmação formaliza uma parceria que muitos fãs pediam há anos.

Também é mencionado um alinhamento maior com a ZeniMax Online Studios na franquia The Elder Scrolls. O estúdio online continua responsável por The Elder Scrolls Online, que recentemente lançou a expansão Temporada Um: Retorno da Guilda dos Ladrões, e terá mais conteúdo adiante. Ao aproximar as equipes de ESO e da Bethesda Game Studios, a empresa espera criar experiências mais coerentes e “melhores alinhadas” dentro da franquia como um todo.

A ideia geral é que essa proximidade entre equipes ajuda a construir uma base mais sólida para tudo o que vêm a seguir.

Creation Engine 3, The Elder Scrolls VI e Fallout 5

A nota entra num ponto técnico importante: a adoção do Creation Engine 3 como plataforma comum para os principais RPGs da casa. Segundo a Bethesda:

Dentro desse contexto, a situação de cada grande projeto é:

A Bethesda reconhece a longa espera desde Skyrim, que já ultrapassou 65 milhões de cópias vendidas e continua sendo explorado 15 anos depois, mas garante que:

“O próximo capítulo está a caminho. Estamos onde planejamos estar, amando como está ficando e jogando todos os dias.”

Ou seja, sem datas, mas com a mensagem de que o ciclo de desenvolvimento de The Elder Scrolls VI está numa fase ativa e central.

O caminho à frente

A nota termina reforçando que, em toda a Bethesda Game Studios, o foco está em:

É um comunicado que tenta equilibrar transparência sem cair em datas arriscadas: mostra que Starfield não vai ser abandonado, que Fallout está longe de “hibernar”, que The Elder Scrolls VI finalmente está no centro da atenção e que há um esforço claro de padronizar tecnologia e integrar estúdios – incluindo a Obsidian – para suportar uma década cheia de projetos grandes.

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