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Disputa entre estúdio e editora leva à remoção de três jogos da Xbox

Jogos foram retirados da loja Xbox e apagados das contas dos jogadores.

Destaques – Jogos da Creepy Brothers removidos da Xbox

  • Três jogos – Strike Force Kitty, Creepy Tale e Creepy Tale 2 – foram removidos da loja Xbox e das bibliotecas digitais.
  • Jogos só continuam acessíveis para quem já os tem instalados; ao desinstalar, o acesso é perdido definitivamente.
  • Creepy Brothers acusa a editora No Gravity Games de não pagar direitos de autor há vários anos.
  • Remoções semelhantes devem acontecer em breve nas lojas da PlayStation e Nintendo.

Três jogos das consolas Xbox One e Xbox Series X|S foram retirados da loja digital da Microsoft e, de forma ainda mais polêmica, apagados das bibliotecas de quem já os tinha comprado. A partir deste momento, já não é possível comprá‑los, nem voltar a baixá‑los.

As vítimas desta decisão são três títulos do estúdio Creepy Brothers:
– Strike Force Kitty (2018)
– Creepy Tale (2020)
– Creepy Tale 2 (2021)

A situação funciona assim: se um jogador já tiver o jogo instalado no disco do console, pode continuar a jogá‑lo normalmente. No entanto, se o desinstalar, o acesso é perdido para sempre, já que o título desapareceu da biblioteca e não pode ser descarregado de novo. Em termos práticos, é como se a licença digital tivesse sido revogada.

Por enquanto, as remoções aconteceram apenas na Xbox, mas o estúdio confirmou que o mesmo vai acontecer nas lojas da PlayStation e da Nintendo em breve. Ou seja, a retirada é transversal às principais plataformas de consolas.

Falta de pagamentos e conflito contratual

A decisão de retirar os jogos das lojas foi tomada após uma disputa entre a Creepy Brothers e a editora No Gravity Games, responsável por lançar os títulos nos consoles.

Segundo o estúdio, a editora violou o acordo entre as duas partes e não paga direitos autorais há vários anos. Face a essa situação, a Creepy Brothers decidiu pedir que os jogos fossem removidos das lojas digitais, mesmo sabendo que isso teria impacto direto nos jogadores.

Em um comunicado, o estúdio lamentou que os jogadores tenham de sofrer as consequências desta disputa, mas argumentou que não tinha outra escolha senão avançar com o pedido de retirada, já que continuar vendendo os jogos significaria, na prática, permitir que a editora continuasse a lucrar sem repassar os royalties devidos.

O caso volta a expor uma das maiores fragilidades do consumo digital: mesmo quem compra legalmente um jogo pode ver o acesso limitado ou removido anos depois, seja por questões de licenciamento, seja por conflitos entre estúdios e editoras.

Marcelo Rodrigues

Old Gamer, se aventurando no ramo dos video-games deste o Atari. Já foi só do lado "Azul" da Força, mas hoje distribui sua atenção para todas as plataformas. Apesar de jogar todos os estilos, Adventures e Plataformas ainda tem um lugar especial em seu coraçãozinho.
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