
“Far Cry” é uma série que ganhou uma grande projeção no cenário dos games, principalmente depois de “Far Cry 3” que teve vendas bem expressivas em 2012.
A franquia sempre levou o jogador à lugares exóticos passando por florestas da África, ilhas nos Oceanos Índico e Pacífico chegando nas montanhas do Himalaia.
Porém, a série precisava de novos ares, até para não sofrer do mesmo mal que muitas outras sofrem: o desgaste e a saturação.
Para isso, retornamos 12.000 anos no tempo onde o Homem Pré-Histórico tenta sobreviver e lutar por seu território.
Estaremos na pele de Takkare com o objetivo principal de reencontrar os integrantes de sua tribo, os Wenja e expandir o seu território em Oros.
Mas isso não será fácil. Além de enfrentar todas as feras que habitam o lugar, conheceremos duas outras tribos adversárias: Izilda e Udam.
A primeira impressão que temos é como Far Cry Primal é de uma qualidade visual quase impecável. Muitas vezes até esquecemos os objetivos para ficarmos admirando a excelente modelagem dos personagens, as texturas das cavernas, a luz e a cor que a floresta nos proporciona.
Porém, antes de começar, é bom ter duas coisas importantíssimas em mente: o jogo é de mundo aberto e os desafios são desbloqueados a partir de seu progresso.
Percebemos desde o começo que será a procura pela sobrevivência que nos forçará a progredir. Takkar precisará de alimentos para estar bem e de elementos da natureza para a construção de armas.
Fora isso, teremos que adquirir habilidades para avançar em um mundo onde o perigo sempre está por perto.
As habilidades são outro ponto forte de Primal e para isso contaremos com a presença de especialistas em nossa tribo. Tensay ensinará a dominar os animais, Sayla mostrará como recolher recursos com mais facilidade, já Karoosh nos dará armas mais potentes, Wogah mostrará o poder dos alimentos e Jayma nos tornará melhores caçadores.
Para evoluirmos teremos que concluir missões dadas pelos especialistas, executando-as e tomando decisões que vão desde melhorar as ocas de cada um deles ou de nossas armas. Precisamos ter em mente que tudo está relacionado, como por exemplo: uma melhoria em uma Oca desbloqueia novas missões.
A habilidade de dominar os animais é primordial para o andamento do jogo. Controlar as feras tornará a experiência do jogo mais fácil. Podemos usar uma coruja para marcar um inimigo e usar um tigre para atacar. São 17 animais que podemos domar, que, depois disso, andam sempre ao nosso lado, mas somente um de cada vez. Os outros podemos acessar pelo menu.
Nossas armas serão tacapes, lanças até arco e flecha, onde vamos, com os materiais encontrados durante as missões, confeccionando melhorias.
Por incrível que possa parecer, a mecânica do jogo é idêntica a dos jogos anteriores. Bastam alguns minutos para que possamos pegar o jeito de manipular as armas primitivas e a movimentação do personagem. Isto tem um lado bom e outro ruim. O bom é que em poucos minutos não precisamos mais nos preocupar em como executar os movimentos que o jogo pede, porém percebemos que o game poderia ter criado novas maneiras de interação e não apenas uma adaptação dos jogos anteriores.
Como todo jogo de mundo aberto, Far Cry Primal tem uma quantidade enorme de missões secundárias, que se por um lado força o jogador a explorar Oros, muitas vezes faz perdermos um tempo saindo de um ponto a outro no mapa, o que acaba se tornando repetitivo. Por isso, aqui vale um conselho: faça as missões sempre tendo em mente seu progresso, tornando- as essenciais naquele momento para que não fiquem massantes.
O Ecossistema do jogo é muito bem encaixado, tornando o sistema de progressão bem feito e, tirando o fato de algumas missões serem bem repetitivas como dissemos anteriormente, leva o jogador a ter que tomar decisões e procurar os melhores caminhos a seguir. Mas para isso, é bom sempre tentarmos perceber qual o passo a ser tomado e não esperar que o jogo te diga aonde ir ou o que fazer.
O que faltou nesse mundo foi uma história um pouco mais cativante. A linguagem usada é boa, mas faltou a cereja do bolo para não deixar ela genérica. Por outro lado temos que parabenizar a Ubisoft Montreal por ter tido a coragem de sair do lugar comum e criar um novo ambiente para a série não se desgastar.
Far Cry é um jogo muito competente, mostrando que a Ubisoft continua em seu caminho de criar jogos AAA de mundo aberto com boa qualidade. Se o jogo não é carismático e inovador como outros, é por outro lado muito bem feito e pensado, deixando o jogador confortável em viver uma aventura pela sobrevivência.
Por tudo isso a Gamers e Games concede a Far Cry Primal o selo Ouro como jogo super-recomendável.
Confira nossa Live do jogo:











