
Call of Duty: WWII – O bom filho a casa torna.
Após diversas criticas pela insistência em um COD futurista, enfim um retorno às raízes. Certamente que a premissa da Segunda Guerra Mundial já foi usada e abusada por outros jogos e talvez fique ate difícil imaginar que apareça algo inovador, porém isso acontece de forma inquietante no novo COD.
Logo de cara você já observa que a Activision, junto com o pessoal da Sledgehammer Gamers, tiveram uma grande preocupação com a historia da época, e isso é algo louvável pois além de dar conteúdo ao game, apresenta uma nova guinada na série elevando a narrativa que todo o jogo baseado em eventos reais deve ter.
Na pele do protagonista Ronald Daniels, a dureza em saber que você não é o Rambo se faz evidente, pois você é literalmente arremessado para o fatídico dia D, e se já leu ou assistiu algum filme sobre isso, sabe do que estou falando.
Impressiona o fato do uso de Kits Médicos, ao sofrer dano, ou seja, ficar atrás de alguma proteção esperando sua barra de energia se recuperar não vai rolar. Essa mudança traz mais tensão pois se você não estiver em posse do kit médico, a morte é certa.
A dor é real e isso é demonstrado logo nos primeiros minutos de gameplay, pois a equipe da Sledgehammer Gamers minuciosamente cuidou dos detalhes das explosões, som das balas atingindo seu corpo e o efeito que as granadas tem ao explodirem próximo a você.
Vale ressaltar o belíssimo trabalho com o som das armas, que traduz com perfeição o que cada armamento representa, sendo uma escopeta, uma sniper ou até mesmo uma metralhadora. Tudo na mais perfeita qualidade que além de causar impacto na jogabilidade, faz você se sentir dentro do esquadrão.
Ainda melhor é o primoroso modo campanha, que mais parece uma daquelas superproduções de Hollywood, com atores demonstrando suas emoções, dramas, historias pessoais e até mesmo o laço de amizade que se cria entre os personagens.
Esse cuidado com o cunho pessoal é fundamental no modo campanha, pois durante o mesmo, você precisa ser furtivo em algumas missões, confiar em seu companheiro, ajuda-lo em vários momentos e isso é gratificante porque enriquece o single player e o deixa superior aos outros COD.
O ponto negativo é que aos mais experientes o modo campanha pode durar menos de 6 horas o que facilmente poderia ser estendido perante a riqueza histórica que o game se propõe.
Se o modo campanha pode ser curto para alguns, ao menos o modo multiplayer é a cereja do bolo.
Com 5 opções de classes, não tem muita conversa. Indo do mata-mata, localizar e destruir (o mais interessante) e o modo Guerra que é a grande inovação tanto do COD quanto dos jogos de FPS atuais.
Nele você e sua equipe precisam cumprir diversas ordens espalhadas pelos mapas e sem perder o ritmo frenético das partidas.
Os mapas continuam com a mesma velha e conhecida dinâmica, sendo curtos, cheio de entradas e saídas, favorecendo o embate direto.
A adição de uma “sala de espera” enquanto o servidor (este que ainda não esta lá essas coisas) acha os jogadores para iniciar a partida, é algo novo para o COD, porém já costurado e remendado em franquias como “Destiny”.
Neste Quartel General é possível verificar seus loots, adquirir missões, upar suas armas e outros detalhes para que se ganhe tempo.
Se com tudo isso não fez você ainda ficar convencido de que este seja um dos melhores Call of Duty já feito, o modo Zumbi o fará. O tom sombrio faz você esquecer que na outra ponta há um jogo da Segunda Guerra Mundial.
Viciante, desafiador, divertido e graficamente belo, o modo Zumbi de COD é aquela grata surpresa, pois zumbis nazistas são tão convincentes e tão ameaçadores que ao enfrentar as hordas que vão surgindo e os cenários que vão sendo liberados faz deste modo único e uma espécie de “outro jogo”.
“Call of Duty: WWII” volta a acertar com uma pisada no freio e passos serenos para o futuro da franquia. Após uma enxurrada de criticas, um tanto quanto necessárias para que a Activision tenha a principal missão: atender ao pedido dos fãs entregando um excelente game, com visual caprichado, conteúdo narrativo e a velha formula COD de ser; um FPS viciante.

















