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Blood of Mehran – Une ação e cultura mesopotâmica em uma jornada intensa | Análise

Analisado no PlayStation 5


Blood of Mehran, lançado no início de outubro para PlayStation 5, Xbox e PC, é um hack ‘n slash que tenta unir ação intensa e atmosfera exótica no melhor estilo “Darksider ou Prince of Persia

O enredo gira em torno de Mehran, um guerreiro aposentado que retorna à luta após o assassinato de sua família por soldados reais. Apesar de ser uma história clássica de vingança, o roteiro tenta inserir momentos de introspecção e cultura regional, o que dá algum peso emocional à jornada. É uma sessão da tarde amigável, mas que surpreende com diálogos inteligentes e que prendem a atenção quando necessário.

Ambientado em uma Mesopotâmia fictícia inspirada nas lendas do Oriente Médio antigo, o jogo entrega uma proposta ousada que é trazer o charme das Mil e Uma Noites (filme e livro para quem tem mais de 30 anos) para o gênero da pancadaria épica, mas que poderia ousar mais.

No PlayStation 5, o jogo roda de forma estável, com taxa de quadros consistente e carregamentos rápidos, aproveitando o SSD do console. O combate é direto, com combos básicos e ataques especiais que lembram títulos como Prince of Persia e até mesmo God of War.

Por outro lado, o sistema de luta peca pela repetição e pouca profundidade. Os inimigos raramente exigem estratégias diferentes ou mirabolantes, e os controles, embora funcionais, carecem da precisão esperada de um título dessa geração. Ainda assim, a duração curta cerca de 6 a 8 horas impede que a experiência se torne cansativa.

Ao mesmo tempo em que a simplicidade é convidativa, pode gerar a impressão de game datado com poucas opções de combos ou magias, ainda que tenha uma evolução na gameplay, pode não agradar se for comparado literalmente com outros títulos do mesmo gênero.

Ao menos, direção de arte é um dos pontos altos de Blood of Mehran. Os cenários trazem ruínas, desertos e templos ornamentados que capturam bem o espírito da Mesopotâmia antiga. Mesmo que ele não tenha tido o orçamento de um grande estúdio, o jogo consegue criar uma identidade visual própria, com belas paletas de cor e iluminação suave.

A transição entre ambientes é digno de elogio, por se tratar de um título “pequeno”, a boa vontade dos desenvolvedores em apresentar essas diferenças de cenário, enriquecem a exploração do mapa. Os gráficos se enquadram no padrão “AA”: não chegam ao realismo de um Assassin’s Creed Mirage, mas demonstram esforço e criatividade na construção de mundo.

Elogio a trilha sonora que mistura instrumentos de corda e percussão típicos do Oriente Médio, ajudando a criar um clima envolvente. Porém, o verdadeiro destaque está nos efeitos sonoros, com som metálico das lâminas, o eco das cavernas e o rugido do vento no deserto adicionam camadas de imersão interessantes.

Jogando com fones de ouvido ou um bom sistema de som, o design de áudio se torna um dos elementos mais marcantes da experiência de Blood of Mehran

Por fim Blood of Mehran é um título imperfeito, um game que brilha pela ambientação cultural e artística, mas tropeça na execução técnica. Para quem busca algo fora do eixo ocidental e aprecia títulos independentes, vale a jogada.

Confira o gameplay com o início de Blood of Mehran:

Blood of Mehran

6.5

Nota

6.5/10

Positivos

  • Ambientação original
  • Design sonoro
  • Simplicidade na gameplay

Negativos

  • Curta duração
  • Comandos repetitivos
  • Inimigos com IA simples
  • Pouco desafiador

Thiago Bonito

Administrador, apaixonado por vídeo game, já sofri quando queimei meu Atari, super fã de jogos clássicos e economizando até a alma para comprar o PS5 no dia do lançamento
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