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RAD – A radiação é mesmo difícil de lidar | Análise

RAD é um jogo de ação no estilo roguelike que não perdoa nem um pouco o jogador

Analisado no Xbox One X


RAD é um jogo de ação no estilo roguelike, desenvolvido pela Double Fine e publicado pela Bandai Namco, foi lançado em 20 de Agosto de 2019 e está disponível para todos os consoles e PC pela Steam.

No mundo de RAD o apocalipse já aconteceu, mas se já não bastasse um, um segundo apocalipse atinge o planeta, destruindo de vez boa parte da civilização e da vida existente, as máquinas criadas para ajudar foram destruídas ou desativadas, boa parte dos adultos sumiram ou simplesmente não tem capacidade de lutar contra a radiação, com isso em mente sobra para um grupo de adolescentes encararem os perigos e trazer a vida de volta ao planeta.

O Ancião conta a história do game e te instrui

O jogo possui até 8 personagens disponível para gameplay, mas eles são liberados conforme o jogador vai desbravando o mundo e conquistando pontuação, cada um deles tem estilos e visual diferentes, mas isso não impacta diretamente na forma de jogar, uma vez que os golpes e movimentação são praticamente idênticos e são alterados por outros fatores que não é ligado ao personagem em si, existem alguns NPC’s mas nenhum deles interfere muito em sua jornada, alguns até pedem alguns favores mas nada demais.

Falando na jogabilidade, existe muito a ser falado de RAD, para o bem e para o mal, começando pela forma que o jogo funciona, ainda no menu principal do game é possível escolher algumas ajudas, para facilitar a vida do jogador, como por exemplo, não sofrer dano ao cair do penhasco, começar com uma exomutação de longo alcance (vou explicar isso mais a frente), poder de ataque mais forte… e por ai vai, e de fato isso vai te ajudar muito, RAD não é um jogo fácil, nem de longe, pra inicio o personagem é um pouco lento e limitado nos movimentos, você tem como arma um taco de basebol e algumas variantes disso, sua vida é baixa e você não é muito forte, os cenários são gerados de forma procedural e nunca não iguais, isso é bom, mas ao mesmo tempo faz com que o nível de dificuldade seja bem variado, os inimigos progridem em grau de vida muito mais rápido e fortes que você, até ai é normal, afinal eles são criaturas mutantes muito bem animadas e variadas, com diversas alterações e estilos.

Uma exomutação ocorrendo
Algumas são bem intensas e poderosas em altos níveis

Já do lado do jogador, além da arma padrão e alguns estilos de ataque (basicamente porrada e voadora), todo esse combate em terras contaminadas com radiação vão provocar os efeitos mais adversos possíveis em seu personagem, elas são chamadas de exomutação, existe uma barra no topo da tela com um sinal de radioatividade indicando em que nível de radiação você está, quando ela atinge um pico você recebe uma nova mutação ou evolução da já presente, o mal disso é que o jogador não tem controle sobre o “prêmio” que ele vai receber, por isso aquela função de ajuda com a exomutação de longo alcance é importante, o combate em RAD é muito “corpo a corpo”, e com isso as chances de receber dano dos inimigos é grande, as exomutações de longo alcance dão um espaço a mais de ataque, entre elas temos o braço que solta bolas de fogo, a cabeça explosiva que pode ser arremessada, rastro de ácido deixado por onde o personagem passa entre outras, mas esse não é o único tipo de exomutação, algumas mudam outros atributos físicos, como ganho de asas para um salto duplo e planar, outros tipos de pernas, alterações no coração e na força física entre outros, o problema fica mesmo na roleta russa que é isso. Ah se isso tudo ainda não bastasse para complicar a vida do jogador, RAD conta com morte permanente, ou seja, morreu, computa o score e começa de novo, do zero, primeiro cenário!

Esses mecanismos estão espalhados pelo cenário e devem ser ativados
Quando todos forem ativados esses portões se abrem e dão acesso ao “chefe” da fase

Algo que vale a pena ser mencionado na jogabilidade é como o game recompensa os jogadores mais exploradores, não tenha medo, explore, colete, vale a pena e expande muito a experiência, fora que, quanto mais áreas você explorar mais rápido seu medidor de radiação vai subir e seu personagem se fortalecer, o jogo usa um sistema legal para moeda e chave, sendo representados por fitas cassete e CDS para moeda e disquetes como chaves de acesso.

Existem alguns vendedores perdidos pelo mapa

Os gráficos de RAD são muito belos, tudo é bem feito, animado, com um estilo bem futurista aos moldes dos anos 80, inclusive o excesso de uso de neon e extravagância, o efeito de CRT (TVs de tubo) e das oscilações que as antigas fitas de VHS podiam ter é um show a parte, tudo muito bonito, com as famosas scanlines e a distorção da fita. Outro ponto primoroso do game é sua trilha e efeitos sonoros, é muito boa, uma pena que não consegui achar ela “perdida” em nenhum local fora do game, o som de sintetizador nas músicas e principalmente o estilo delas é bem legal, o show a parte fica para o narrador que solta umas coisas engraçadas vez ou outra, o jogo está com toda a interface e legendas em português do Brasil.

Vale a pena conferir um pouco da trilha do jogo no vídeo acima, composta por David Earl, o mesmo de Headlander (também da Double Fine)

Em resumo, RAD é um jogo que requer dedicação, você vai melhorar conforme vai jogando e vai descobrir qual exomutação melhor casa com o seu estilo do jogo, ele é difícil, punitivo e não tem dó de ninguém não, é o famoso jogo “te odeio, morri de novo, pera só mais uma partida”, simples assim, infelizmente isso também faz com que o progresso não avance e jogadores menos pacientes podem se frustrar muito.

RAD

7.2

Nota

7.2/10

Positivos

  • Gráficos e estilo dos anos 80
  • Trilha sonora e efeitos
  • A jogabilidade viciante

Negativos

  • A sensação de desbalanceamento entre personagem e inimigos
  • A morte permanente desanima um pouco
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Saulo Fernandes

Publicitário de formação, editor da Gamers & Games desde 2015. Gosto de jogos de exploração, aventura e corrida, comecei a jogar no Master System, mas o meu console queridinho até hoje é o GameCube.

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