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Call of the Sea – Se o mar te chamar, é melhor ir! | Análise

Call of the Sea parece um jogo despretensioso de início, mas não se deixe enganar, ele vai de prendendo conforme vai progredindo

Analisado no PC


Call of the Sea é um jogo de aventura e puzzle em primeira pessoa, foi produzido pela Out of the Blue e publicado pela Raw Fury para PCs com Windows, Xbox One e Xbox Series X | S em 08 de Dezembro de 2020.

Neste jogo de exploração você controla Norah, uma mulher que viaja dos Estados Unidos até uma ilha paradisíaca em uma região localizada no Pacífico Sul próximo ao Taiti, ela está em busca da expedição perdida de seu esposo Henry, que embarcou nessa jornada em busca de respostas pela doença que Norah sofre. Logo de início ela mesma nos conta sobre sua doença, após acordar numa cabine de uma embarcação a caminho desta mesma ilha.

Call of the Sea

Norah sofre de algum tipo de doença degenerativa, que começou como manchas em suas mãos pouco depois do falecimento de sua mãe, essa doença também provoca fraqueza e dificuldades de locomoção, isso impacta diretamente na forma como controlamos a personagem logo no início do game, de uma forma um pouco lenta e estranha, mas em pouco tempo isso muda, Norah passa a se sentir melhor com o ar fresco da ilha e podemos explorar as áreas de forma mais ágil e prazerosa.

Call of the Sea

Por ser em primeira pessoa temos uma ampla visão do mundo ao nosso redor, e isso é muito bom, uma vez que cada detalhe conta para a história do jogo e também pode significar a resolução de um quebra-cabeças, junto consigo Norah carrega algumas coisas que recebeu em casa, esses itens foram enviados por uma pessoa não identificada com o endereço desta ilha, além desses objetos temos o diário da personagem, nele ela faz anotações de todas as descobertas ou objetos importantes que tenha visto ou coletado pelo caminho, lá ela anota alguns detalhes da história que está acontecendo, bem como algumas suposições, ela também tem anotado algumas coisas do período que estava no navio, bem como alguns poucos detalhes sobre a expedição de seu marido que ela pode coletar durante a sua própria viagem e outros pontos da exploração da ilha.

A jogabilidade é bem simples, Norah pode no subir e descer algumas escadas, acessar seu diário e checar inúmeros itens nos cenários, nada além disso, um detalhe importante, não ignore os textos e falas da personagem durante o processo de checar um item ou outro, eles podem dar uma boa ideia do que fazer a seguir, além disso, não tenha preguiça, cheque tudo aquilo que notar que aparece a indicação. Aqueles que tem receio ao jogo, podem ficar tranquilos, ele apesar de não oferecer nenhum tipo de combate oferece um bom desafio para testar a capacidade do jogador de resolver enigmas.

Algo que fiquei em dúvidas no game é sobre a sua curva de dificuldade, eu particularmente penei durante o terceiro e quarto capítulos, mas a partir daí não sei dizer se o game simplesmente fica mais direto e reto naquilo que ele sugere, ou se eu como jogador consegui pensar de forma mais lógica dentro do que o jogo propunha, pode ser um pouco de ambos, ainda assim, esteja preparado, alguns puzzles são bem complexos e demandam atenção do jogador, de início eles podem não fazer muito sentido, mas não se deixe enganar, Call of the Sea tem tudo bem pensado e uma peça se encaixa na outra e quando você menos espera “voilà”, deu certo, é uma sensação muito boa.

Call of the Sea

Visualmente, Call of the Sea é um deslumbre aos olhos, eu de verdade amo esse estilo gráfico que o game apresenta, e ele usa e abusa de visuais impressionantes que vão fazer você olhar mais de uma vez e admirar o ambiente. Praias, acampamentos, montanhas, florestas, ruinas, os locais são variados e dão uma boa sensação de mudança e progressão na história. A parte sonora é boa, cumpre bem seu papel, tem uma sensação de fantasia que combina bem com jogo. Um ponto muito bom é que a interface do jogo e todos os textos estão em Português do Brasil, assim como legendas para a protagonista.

Em resumo, Call of the Sea parece um jogo despretensioso de início, mas não se deixe enganar, ele vai de prendendo conforme vai progredindo com seus lindos visuais, trilha sonora envolvente e puzzles desafiadores, talvez o único porém é que o jogo é um pouco curto, mas isso não tira seu brilho, pelo contrário, você fica querendo mais e mais, e veja o lado bom, o game está no Xbox Game Pass tanto no console quanto no PC, então aqueles que tem acesso ao serviço não vejo motivos do porquê não experimentá-lo.

Confira neste vídeo o gameplay de Call of the Sea:

Call of the Sea

9

Nota

9.0/10

Positivos

  • Intrigante
  • Os puzzles oferecem bom desafio
  • É visualmente lindo

Negativos

  • A dificuldade é um pouco estranha
  • Acaba logo

Saulo Fernandes

Publicitário de formação, editor da Gamers & Games desde 2015. Gosto de jogos de exploração, aventura e corrida, comecei a jogar no Master System, mas o meu console queridinho até hoje é o GameCube.

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